domingo, 24 de maio de 2009

Muito tempo depois...

Já faz mais de um mês que estamos de volta à Londres. Só que tenho a sensação de que faz muito mais tempo. Muita gente aqui me perguntou se eu senti saudades de Londres ou se eu não teria vontade de retornar ao Brasil. O fato é que é muito estranho o sentimento. Quando digo que vou para o Brasil, tenho a impressão que estou indo para casa. Mas quando estou lá fico com saudades da minha casa em Londres e é onde sinto que é o meu lugar. Conversando com outras pessoas em situações parecidas, cheguei a conclusão que esse negócio de ser imigrante acaba esculhambando com o coração da gente: ele nunca está inteiro num lugar só. Nunca. A criatura está sempre meio despedaçada (e logo eu que não precisa de muita coisa para ser um conjunto de peças...).

Logo que chegamos o tempo estava super bom, meio que um veranico. Ótima distração para não sentir tanto a falta do que ficou lá do outro lado do Atlântico. Desde então já tivemos chuva, frio, vento e, desde sexta-feira, dias lindos e quentes mais uma vez (quentes para Londres, porque quente mesmo não está). Infelizmente não estou podendo aproveitar porque uma dor de garganta super forte resolveu se apossar de mim, com direito a tosse, mal estar, nariz ranhento e todas essas coisas chatas que acompanham as gripes. E também não aguento mais o comentariozinho "Mas não é febre suína, não?". Que engraçadinho...
Ah! E a previsão para amanhã é de chuva. Tudo de volta ao normal.

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Esse fim de semana aconteceu o Green Belt Relay (corrida de revezamento durante o sábado e o domingo cobrindo um total de 220 milhas ao redor de Londres). Claro que eu, metida e com um treinamento quase nulo no momento, estava inscrita. No time B, naturalmente (nosso clubinho inscreveu dois times). Minha corrida de sábado seria de manhã, em algum lugar ao norte de Londres, percorrendo 10 milhas. A corrida de domingo seria bem mais fácil, apenas 5.7 milhas. Eu, toda preocupada em não fazer feio (tô correndo mal mesmo ultimamente, sem tempo para treinar direitinho) mas mantendo a pose. Só que como já deu para perceber, tive que desistir e deixar colocarem outra pessoa no meu lugar. É que a garganta resolveu se manifestar com tudo na sexta-feira, trazendo junto a tal tosse de cão moribundo e tuberculoso. Para não deixar assim tão feio, ao menos ajudei no sábado, tirando fotos e sendo motorista de corredores. Conheci uns lugares lindos que eu nem sabia que existiam tão relativamente perto. E domingo caí de cama com tudo!

Recomendações antes da largada em uma das etapas.



Um dos pontos ao norte de Londres


Mais uma largada. Olha só o lugar!

Que tal uma pint ali naquele pub???


A freirinha aí embaixo foi buscar a dela.


Tem um time que sempre participa do Green Belt Relay. São essas "freirinhas" aí em cima. Sempre de óculos escuro e sempre com uma pint na mão. Sim, correm com o vestidinho e o véu (e provavelmente com a pint na mão...). Sempre acabam em último lugar na contagem final e levam para casa o prêmio de consolação: um assento de banheiro!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sob o sol de Porto Alegre

Se antes eu estava sem tempo para escrever aqui porque preparava mil coisas para poder ir passar quase um mês no Brasil, agora continuo sem tempo porque esta vida boa de sol, festerê, estar com a família, rever amigos e passear pela minha cidade natal me toma todo o tempo. É como tomar um banho gostoso de cachoeira, daqueles que revigora a alma, energiza e me põe um sorriso na alma. E eu fico querendo aproveitar cada segundinho...

Quem também está aproveitando bastante é o Rafinha. O sortudo está até treinando futebol com o projeto Genoma do Inter, bem aqui no Parcão. Adorando! Como gosta de futebol esse menino!

Tem feito uns dias lindos de sol, maior calorão e piscina quase todo o dia. Só que boa mãe que eu sou, o pobre do meu filho ficou vermelhão e já até descascou. Agora é protetor solar 30 de hora em hora.

Eu confesso que meu lado dondoca está adorando essa vida boa. Como é bom andar com as unhas lindas e pintadas, os cabelos cuidados, baladas de fim-de-tarde, almoços e jantares pela cidade... tô de férias e no mundinho do faz-de-conta. Oba!

Ah! Uma das primeiras coisas que fiz foi ir conhecer o Nossa Senhora do Ó. Muito legal, aconchegante e simpático. A Mari realmente é muito boa e talentosa porque além do ambiente gostoso, o cardápio é todinho delicioso, de comer de joelhos! Mas essa guria é daquelas com uma baita estrela, seja lá o que ela resolver fazer vai ser sempre um sucesso. E ela merece! Tenho o maior orgulho de ser amiga dessa pessoa linda.

Agora preciso ir tomar o meu sol.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Depilação brasileira

Imagem encontrada aqui.


"Tenta sim. Vai ficar lindo."


Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.


- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?


Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.


- Cavada mesmo.

- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.


- Quer beeem cavada?

- É... é, isso.


Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.


- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.

- Ah, sim, claro.


Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.

- Assim?

- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.


- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.


- Quer que tire dos lábios?

- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.


Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.


- Ah, arranca aí.


Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.


- Olha, tá ficando linda essa depilação.

- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.


Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.


- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.


Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?

- Hein?

- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.


- Segura sua bunda aqui?

- Hein?

- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.


Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:


- Tudo bem, Pê?

- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.


Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.


- Vira agora do outro lado.


Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.


- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa merda...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.


- Prontinha. Posso passar um talco?

- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Criar o domínio... http://www.bucetascabeludas.com.br/



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Esse post foi descaradamente por mim roubado do blog CALCINHAS NO BOX. Aparentemente circula via emails e não se sabe quem é o autor. Me fez rir pra caramba porque, convenhamos, não é que é bem assim???


Aqui em Londres também tem Brazilian waxing, inclusive o "full bikini"...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Programa de índio

No sábado eu quis passar a tarde no shopping, queria aproveitar que era sábado e comprar umas lembrancinhas para levar para o Brasil. Só que o marido resolveu que queria ir junto... eu achei a idéia péssima, mas ele tanto que insistiu e prometeu que não iria abrir a boca para reclamar ou me apressar que eu acabei me iludindo com a crença de que levar homem em shopping para fazer compras pudesse ser possível. Então, depois do campeonato de tênis do super Rafa (jogou contra 3 adversários, ganhou de dois) fomos para o inferninho. Sim, porque eu não gosto tanto assim de shopping não. Fazer compras cansa. Principalmente quando não sei bem o que preciso ou devo comprar e, pior ainda, num sábado que é quando todo mundo resolve ir fazer a mesma coisa: perder tempo de loja em loja. Gente para tudo que é lado, filas no caixa, uma esculhambação, tudo um saco. Mil vezes sentar num pub...

Preciso dizer que o Rafa ODIOU o programa? Entre "Babbo, a mama não pode ver loja de sapatos que ela fica hipnotizada! Ajuda a fechar os olhos dela" e "Não mama, por favor! Não entra na loja porque tu nunca mais sai de lá de dentro!!!", consegui experimentar um par de sapatos, comprar um par de brincos e umas camisetas encomendadas.

O Max, como havia prometido, não abriu a boca para reclamar de nada, mas mesmo assim me deixou estressada. Em cada loja que eu entrava ele perguntava "O que procuras aqui?" E eu sei lá? Eu estava só olhando, vendo se havia algo de interessante... Entre uma loja e outra, mais uma pergunta sem sentido "Em que loja estamos indo? O que falta comprar?" Aaaaarrrgh!!!Estávamos no final da primeira volta pelo shopping e ele larga "Estamos quase terminando..." Como assim??? Aquela era só a primeira rodada e eu nem havia percorrido as lojas do lado de fora ainda!

Acabei desistindo, não estava dando muito certo. Sugeri que eles fossem para casa e me deixassem por lá mas ultimamente andam num grude, pior que chiclete. Mal consigo ir no banheiro sozinha! Resultado, não encontrei tudo o que eu queria e acabamos voltando para casa horas antes do previsto...
previsto por mim, é claro!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Coisa minha

No domingo Max levou nosso filho craque do futebol para uma partida da liga. Não só retornaram felizes da vida com a vitória como (milagre dos milagres) Max filmou tudinho e quen quiser pode conferir que o Rafa é talentoso. O time todo jogou muito bem mas o Rafinha resolveu mostrar, ou melhor, escancarar que sabe jogar bonito. Algumas das cenas são de babar. Sabe o Ronaldinho no auge da carreira driblando o adversário, roubando bola, fazendo misérias em campo? Pois o guri estava com toda a corda, on fire, baby!!! Quando o vídeo sair no You Tube eu aviso.

Também fomos num churras na casa da Rachel. Um pedação de picanha e uma costela de comer ajoelhado de tão bom. Também teve coraçãozinho, salada de batata (detalhe: maionese feita em casa... te mete!), farofa, caipirinha, pagode, axé, forró e sei mais lá o quê. Tudo de bom mesmo! O Rafa e o Eddie (lembra nosso vizinho, amiguinho do Rafa, a cara do Ferrugem e que se muda pra cá nos fins-de-semana? Então, esse mesmo!) comeram - vegetarianos parem de ler por aqui - picanha sangrando e gritavam felizes "Viu só! Comi carne ensanguentada!Uma delícia!" Sim, aqui em Londres dá para fazer um churrasco de verdade. Quer saber de onde vem a carne? Do Brasil! Tá, a picanha era Argentina...

Ah! Eu contribuí com a sobremesa. Preparei um pudim de leite condensado que todo mundo quis repetir, até o Max que não é lá muito chegado em doce.

Isso tudo me faz lembrar que em seguidinha vou estar aí no Brasil e vou poder aproveitar tudo de bom que a terrinha pode me oferecer e que é tão bom.

Vou poder estar junto da minha família...

Meus amigos...

As imagens , paisagens, pessoas, cheiros e gostos que estão tatuados na minha memória... que fazem parte de quem sou.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

"Dia de mulher" - carinho na alma

Sexta-feira fomos eu, a Rachel e o Max na "Tonic" com o pessoal do meu clube de corrida. Bem divertidinho e, muita música, pints, risadas e conversas inconsequentes depois, acabamos indo acalmar a larica num restaurante indiano. Eu não gosto de curry nem a pau mas seja lá o que comemos (com certeza não era curry) estava bom.


A Rachel dormiu aqui em casa e no dia seguinte (ontem), o Max levou o Rafa para o treino de futebol (coisa de homem) enquanto que eu e a Rachel passamos um "dia de mulher" no shopping. Tão bom! Em meio a montes de tititis e tagarelices, experimentamos roupas e sapatos e a amiga me ajudou a comprar maquiagens decentes. E, de lambuja, uma aulinha prática em como se maquiar. É que é o seguinte, eu, uma mulher desse tamanho (= não sou nenhuma menininha) não sabe usar uma simples sombra no olho! Pronto, confessei.


Também comprei umas galochas de borracha para levar a Daisy para passear no parque. Há horas que eu queria umas dessas verdes de jardineiro mesmo, porque sempre tinha que contornar ou dar meia volta quando me deparava com as trilhas enlamaçadas do parque - aqui sempre chove, lembra? - e acabava voltando para casa com os sapatos imundos e agora tô safa, posso encarar a lama ha ha ha!!! Claro que acabei encontrando umas botas de borracha pretas com fivelas e tudo o mais que parecem mais coturnos do que botas de açougueiro mas só porque vou poder enfiar o pé no lodo não quer dizer que eu não possa fazê-lo com um pouco de classe...


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Eu sou uma exibida (mas é que estou tão contente), então lá vou eu novamente... Seguinte, estou com as passagens nas mãos para ir para o Brasil!!! Yeah, baby!!! Eu e o Rafa vamos no final de março, o Max acha que vai para a Páscoa. Ele andou vendo preços para um bilhete na classe executiva alegando que as costas não vão sobreviver nas poltroninhas da classe econômica. Aff! Eu iria para o Brasil até a nado, mas cadum, cadum.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Em campo

Faz tempo que não apareço. Alguém sentiu saudades de mim? Ãh? Alguenzinho, qualquer unzinho?


Vou começar me exibindo um pouco. Na terça-feira passada fomos no estádio do Arsenal (o Emirates, lindo) assistir um amistoso entre o Brasil e a Itália. Muito bom!!! Nos divertimos pra caramba!


Depois da escola passamos em casa para nos fardarmos. Pobre Rafinha, aqui vai o diálogo que se passou:


-Será que o babbo fica chateado se eu for com a camiseta do Brasil?

-Claro que não, Rafa! E se quiseres ir com a camiseta da Itália eu também não fico chateada. Pode fazer como tu quiseres sem preocupações, tá bom?


Ele pensou um pouquinho e disse "-Então eu vou vestido com a camiseta da Brasil mas levo a da Itália também. Just in case."


Nos encontramos com o Max em Piccadilly e fomos direto para o estádio. Como era esperado, um monte de brasileiros, italianos e simpatizantes. O Max nos presenteou com ingressos especiais, com direito a jantar no restaurante (sim, jantar mesmo, com entrada, prato principal, sobremesa e vinho). Nos colocaram uma pulseirinha para termos acesso a nossa mesa durante toda a noite.


O jogo foi muito legal, o Rafa com aquele sorrisão no rosto, as torcidas super animadas e o time do Brasil jogando muito bonito. Aliás, foi aí que eu entendi porque dizem que o Brasil "joga bonito". Eles fazem misérias com a bola, cada driblada! O Rafa todo orgulhoso com a camiseta do Brasil, se recusou a vestir o casaco alegando não sentir frio apesar da temperatura quase lá no 0 graus. E agitando a camiseta da Itália como se fosse uma bandeira.


Aqui o pessoal senta bonitinho na sua cadeira, a torcida misturada, não pode xingar a mãe do juiz nem usar vocabulário obsceno ou ofensivo, não pode beber álcool (a não ser que o sujeito tenha uma pulseirinha que dá acesso ao restaurante...) nem carregar latinhas ou garrafas para a área da torcida. Mas como era Brasil X Itália, claro que estava bem mais animado do que o normal e até olas tivemos. Porcaria foi que não pude levar a minha câmera com meu super zoom, levei a pequena digital e claro que as pilhas pifaram e é óbvio que eu esqueci de levar pilhas reservas. As únicas fotos que eu tenho são super ruins.




Uma coisa bem interessante que eu notei foi a quantidade de torcedores usando uma manta que era metade as cores do Brasil e a outra metade as cores da Itália. Na saída procuramos uma nos camelôs ao redor do estádio mas não encontramos. O Rafa teria adorado uma dessas.

Não, o Max não ficou triste com o resultado do jogo. Gostou do espetáculo e passou dizendo que a Itália não dá bola para amistosos e infelizmente não se deu ao trabalho de jogar direito. Ã hã, claro.

"-Viu só Rafa, no fim tu sempre ganhas no futebol, não importa o resultado!" diz a mãe da criança.

"-Não", replica o pai da criança. "-Na verdade o Rafa sempre ganha e perde quando o Brasil e a Itália jogam."

Eu preciso encontrar essa manta...


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Outra novidade é que houve a reunião da Associação de Pais e Mestres da escola do Rafa e eu não só compareci como também fui eleita para ser uma das 15 pessoas integrantes do conselho. A APM é responsável por organizar eventos para arrecadar fundos para melhorar a escola e oferecer aos alunos passeios e outras atividades. Ou seja, consegui pedir sarna para me coçar. Foi um envolvimento político da minha parte, uma longa história sobre pessoas que estavam lá desde a época medieval e não deixavam ninguém entrar no "clubinho". Sempre querendo ser justa (não posso com injustiça, é meu tendão de Aquiles), caí nessa de fazer parte da revolução (tanto por uma vida tranquila!). Ano passado consegui o envolvimento de vários pais que acabaram sendo eleitos para o conselho, mas esse ano não deu para escapar e fui intimada a fazer parte...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais um dia de férias forçadas!

Hoje também não tem escola, está fechada (tô adorando essa neve)! O dia está lindo, um baita sol e continua tudo branquinho. Opa! Crise. Rafael acabou de entrar com a cara mais desesperada e frustrada anunciando "-Meu cachorro de neve! A cabeça caiu!" (qual é essa a dele com cabeças rolando???). Difícil convencer o guri de que a neve está derretendo com o sol, que é isso, pronto, aproveita com o que der agora porque mais uma horas e vai estar tudo um lodo.


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Ontem à tardinha eu já não aguentava mais estar "presa" em casa e resolvi ir para o pub do clube de corrida. Vesti meu casacão e caminhei os míseros 3 km até o clube. Foi tão bom!!! Um silêncio mudo, uma calmaria, até o tempo parecia parado, uma que outra alma se aventurando na rua. A neve caindo... Tão gostoso! Aí embaixo uma foto do trajeto.






O boneco de neve do Rafa. Olha a carinha de feliz!