domingo, 30 de maio de 2010

O sorriso e o bolo

Na sexta feira foi a apresentação de encerramento da temporada de futebol do Rafa. Eles continuam treinando mas com as férias de verão se aproximand, assim como o final do ano letivo europeu, os campeonatos permanecem encerrados até setembro.

O nome do time para quem ele joga é AC Paulista. Eles, os ingleses deste clube de futebol, adoram tudo relacionado ao Brasil, principalmente o futebol. O AC Paulista treina crianças de 5 a 11 anos. Eles treinam 5 times no momento.



A apresentação foi linda e todos receberam troféus.





A cerimônia foi realizada num lugar a beira do rio Tâmisa e me lembrou muito de quando a minha irmã morou aqui. A rabuda morava num apartamento de frente para o rio, tipo esses aqui.


Atravessando a rua, é o rio. No caso do apê dela eu lembro que era tão mais pertinho do rio e que ela dava pão para o Rafa jogar da sacada para os patos. Ele tinha uns 2 ou 3 aninhos.

Sinto saudades da minha maninha.

Era bem pertinho dessa área aqui onde ela morou. Chama-se Canary Wharf, é uma zona nova, moderna, de escritórios e repleta de lojas, bares, pubs e restaurantes.



Canary Wharf também é o nome daquele prédio com uma pirâmide em cima. E o que esse prédio tem de especial? Com 235 metros de altura, é só o prédio mais alto da Inglaterra e 14° prédio mais alto da Europa.


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No sábado levei o Rafa no aniversário de um coleguinha. A festa foi num boliche em Lewisham, um bairro aqui perto. Enquanto o  Rafa se divertia na festa, tive que fazer hora e dei uma caminhada no centro de Lewisham. Dei-me conta que não gosto do lugar e me deprime. Tão feio!

A tarde dei uma corrida. Corri 7 km num trote leve com uns 5 tiros "fartlek" de 30 segundos no meio. Demorou uma eternidade, mas foi ótimo.
 
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Hoje eu e o Rafa fizemos um bolo de cenoura.



Ficou delicioso e difícil de resistir.


A receita é simples e leva um monte de cenouras, mas mesmo assim  fica sem o gosto da cenoura. É meu bolo predileto e o do Rafa também. E ele se diverte ajudando a misturar os ingredientes.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Come on Beckenham!


Meu clube de corrida - Beckenham Running Club -  tirou primeiro lugar na categoria time misto no Green Belt Relay. O GBR é uma corrida de revezamento em torno de Londres. São 210 MILHAS percorridas por um time de 11 corredores. A prova dura 2 dias e é super divertido e cansativo porque em média cada corredor percorre mais ou menos 10 milhas no sábado e mais 10 milhas no domingo.

Então, na quarta feira teve comemoração, com direito a um bolinho.

Tudo bem que era um bolinho chumbrega, mas valeu a intenção, estavam todos contentes.



Essa semana eu aproveitei para colocar uma certa correspondência em ordem. Como já mencionei, no dia 6 de junho tem a corrida de rua (10km) e a responsável pelas inscrições pelo correio sou euzinha.

Já estamos com mais de 200 inscrições!


domingo, 23 de maio de 2010

Run baby, run

Foi uma semana bem cheia. Várias vezes me ocorreu que um dia tem muito poucas horas ou que dormir é um desperdício. Só que dormir é bom, eu gosto. Muitas coisas triviais para fazer e pouco tempo para conseguir realizar tudo.

Quinta feira fui correr pela primeira vez desde que a dor insuportável na perna esquerda e no lado esquerdo do quadril me atacou devido a uma bursite há 2 meses. Há umas 3 semanas tentei uma corridinha de 1 minuto que foi o suficiente para sentir que ainda não estava 100% recuperada. Mas como fazia tempo que não sentia mais nada, resolvi tentar. Até porque é uma agonia não poder correr. Decidi que uma corridinha curta e num ritmo "trote" seria o ideal para avaliar e recomeçar se tudo bem.

Controlando o meu Garmin, trotei numa velocidade média de 7:08 min/km durante 7 km! Foi difícil manter um ritmo assim tão lento mas o meu novo programa de treinamento está cheio desse trotezinho.

O melhor de tudo é que não senti nada da dor, nem no dia seguinte. Hooray!

Na sexta, eu e o Rafa fomos para o tênis de bicicleta.



E sabe quem encontramos no estacionamento? O Herbie!

Quem é que dirige um Herbie em Londres? Bom, claro, Londres...

Durante o fim de semana não fizemos muito. Quer dizer, nada muito fora da mesmice pois é no finde que eu aproveito para arrumar a casa, ler, fazer uns issos e aquilos.

Rafa e Eddie, seu fiel escudeiro, comeram pipoca enquanto assistiam Piratas do Caribe número 275 pela milionésima vez.



No domingo, fizemos biscoitos juntos. Biscoitinhos deliciosos!





Enquanto isso, o marido passou o dia em cima da Harley com um grupo da mesma espécie. Foram até Hastings, no litoral aqui em Kent, onde eu corri uma meia maratona em fevereiro.



Até o Stig ele encontrou no caminho!



Stig é esse cara de capacete que testa carros numa pista de corrida no show automobilístico de enorme sucesso aqui, o "Top Gear". Na verdade, muito bom esse programa e depois de anos escondendo a identidade do Stig, viemos a saber no próprio show e pela boca do mesmo quem é o Stig - até então o melhor bem guardado segredo da BBC - o Stig é o Schumacher!
Na verdade, não. Era só uma pegadinha. Ninguém sabe quem é o Stig.

Ah! Eu corri também no sábado.Corri 8 km no mesmo trotezinho. Tô feliz da vida!

Baby, I´m back!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Commitments

Essa semana está demais, clima super veranico.

Então a bonita aqui hoje levou na marmita uma bela salada com alface, tomate, pepino, pimentão, ovo cozido e atum.


Refrescante, deliciosa e saudável.

Para beliscar levei uvas bem docinhas.


Além de fazer algum tipo de exercício físico todos os dias, também resolvi tomar bastante água. No trabalho tem dado certo, coloco uma garrafa de 1 litro na minha mesa e vou bebendo devagarzinho.


Em casa também tem dado certo, toda vez que entro na cozinha eu bebo água. A quantidade de vezes que entro na maldita cozinha...

A noite teve reunião de comitê do clube de corrida. É claro que eu estou no comitê, ninguém mandou me convidarem. Não durou muito tempo e falamos sobre a corrida de rua que é organizada por nós (10K dia 6 de junho), sobre qual corrida colocar no calendário para novembro (nosso Grand Prix), finanças, etc. Assim que a reunião terminou fomos matraquear no bar.




Adoro esse meu clube. Não vejo a hora de voltar a correr. Não tenho sentido o quadril, nem a perna (inflamação da bursa). Uma hora dessas vou fazer mais uma tentiva.

Você faz parte de algum comitê? O seu é todo seriozinho ou é informal, amigável e descontraído como o meu?



terça-feira, 18 de maio de 2010

Queridos pés

Hoje, depois do trabalho, resolvi me dar uma pedicure. O resultado até que foi decente. E para uma corredora, até que meus pés não são assim tão maus. Alguns dedos estão meio deformados mas ao menos  tenho todas as unhas...



Só que é sempre complicado, um baita contorcionismo, eu levo horas furungando os pés! Sempre lembro com nostalgia das nossas profissionais brasileiras que fazem um trabalho impecável em no máximo 30 minutos. Em alguns salões com direito a massagem!!!

Eu já comentei em uma postagen anterior da minha experiência com as ditas profissionais em manicure e pedicure aqui em Londres. Um fiasco. Eu e a minha amiga tivemos as nossas unhas pintadas como se uma criancinha de 4 anos tivesse passado o esmalte. Além do que não tiram a cutícula direito, tiram umas beiradinhas do lado e só. Fica toda aquela pelanca invandindo a unha. E palito? Sabe o palito com algodão na ponta e embebido em acetona para limpar os contornos? Simplesmente não existe!!! Dá para imaginar o resultado. O mais triste é que cobram o equivalente a 30 reais pelo estrago da mão.

Alguém conhece algum lugar aqui em Londres onde façam manicure e pedicure de verdadade?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Projetos

Uma segunda feira com um sol glorioso!

Levei o Rafa para a escola e fui trabalhar. Ainda não terminei o trabalho que foi acumulando durante o tempo que estive de férias. E tem papelada e arquivos para organizar!



Hoje na minha marmita levei para o almoço uma comidinha que sobrou do fim de semana e uma porção de frutinhas secas bem docinhas para um lanchinho. Yum!


Em casa tem mais trabalho, daqueles maravilhosos e prazerozos como passar roupa, lavar louça, passar o aspirador, limpar banheiros, etc. Bah!
Mas alguém tem que fazê-lo. Dessa parte eu realmente não gosto.

No final do dia, aproveitei para dar uns pulinhos no trampolim. Apesar do elefante ali no meio do meu minúsculo pátio, quase nunca o uso, quem aproveita e muito bem é o Rafa mesmo. Mas como resolvi que vou fazer algum tipo de exercício todos os dias, peguei meus fones, coloquei a música bem alta e fui pular feito criança.




Durou 20 minutos e até consegui perder o equilíbrio e me espatifei uma vez! Baita Juca...
O bom é que a minha perna não sentiu nada, nem sinal da dor. E como é divertido!

Ah! As fotos foram tiradas pelo Rafinha. Esse é outro que se diverte com qualquer coisa. Principalmente com a mãe se prestando para macaca.



domingo, 16 de maio de 2010

Voltei

Esse fim de semana foi joinha. Na sexta-feira levei o Rafa para o tênis de bike. Estava um dia lindo e agora com o verão cada vez mais próximo os dias estão compridos e a temperatura bem mais agradável.




Sábado também foi um dia bom e sem chuva. O Rafa voltou do jogo de futebol na maior alegria e todo orgulhoso porque marcou um gol de escanteio muito bonito: a bola fez uma curva e caiu dentro da goleira. Foi um golaço, sim! Outra coisa legal para o Rafa é que ele foi o único que não foi substituído durante as partidas. Mais para o final, um coleguinha perguntou para o treinador como era que só o Rafa não tinha sido substituído e a resposta do treinador: "É que eu quero ganhar a partida!"

Domingo também foi bacana e aproveitei o dia para arrumar o jardim que estava um caos. Apesar de não ser bem visível nas fotos, acreditem, estava uma desgraça. E apesar de não parecer, agora ficou outra coisa, dá até gosto aproveitar meu patiozinho 2X2. Agora preciso arrumar umas flores para dar um colorido. Também não vejo a hora de organizar um churrasquinho.



Na tardinha resolvi dar uma pedalada séria. Ainda não voltei a correr porque apesar da minha inflamação da bursa do lado esquerdo do quadril estar bem melhor, ainda não estou 100% recuperada. Não vejo a hora de poder voltar a correr, treinar e participar de corridas. *Suspiros*.

Mas enfim, fui de bike até Greenwich.






O tempo já tinha enfeiado e até chuva eu peguei. Entrei num pub ao redor do mercado de Greenwich e li um pouco do livro que carreguei comigo. Olhando pela vidraça do pub vi uma miragem: pessoas passando comendo churros! Saí a procura do lugar onde estavam vendendo churros e que devia ser pertinho porque um churros nunca duraria mais do que cinco minutos na mão de alguém. Pois não é que achei uma barraca brasileira de churros com mu-mu ou com chocolate bem ali no mercado de Greenwich??? Com as maquininhas especiais e tudo. E lá de Porto Alegre, tchê!



Tive que comer, uma delícia! A última vez que comi, e inclusive vi um churros, foi na minha época de Rosário, há mais de 20 anos (para quem não sabe, Rosário é um colégio em Porto Alegre onde estudei). Tinha sempre uma carrocinha de churros na frente do colégio e segundo os boatos da época, o tiozinho do churros era formado em engenharia mas não era fácil arrumar trabalho. Será?

Depois do churros tive que voltar e caiu a maior chuvarada no caminho. Cheguei em casa feito um pinto molhado. Mas valeu a pena, um belo passeio e quase um workout, apesar do churros. He he.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O meu pai é o melhor

Como todas as crianças, eu e minha irmã éramos loucas por chocolate. Barras de chocolate ao leite, iogurte de chocolate, bolo de chocolate, brigadeiro, sorvete de chocolate, qualquer coisa de chocolate. Lembro de inúmeras tardes vasculharmos os bolsos dos casacos dos nossos pais atrás de moedinhas para irmos até o armazém da esquina comprar uma lata de leite condensado, ingrediente básico para o brigadeiro de colher. Na Páscoa, o coelhinho trazia uma cesta para cada uma, com tantos ovos de chocolate que pareciam que iriam durar até a Páscoa do próximo ano. Que nada! Mal e mal uma semana! Tudo isso além de que bebíamos, cada uma,  mais de um litro de leite por dia, sempre com Nescau.

Pois o pai, que sempre gostou de um experimento nos levar para passear nos fins de semana e preocupado com tanto chocolate no nosso sistema, resolveu unir o último ao agradável e nos levar para passear em Gramado. Quem é do sul sabe que Gramado é a terra do chocolate na região. É uma cidadezinha charmosíssima nos nossos "alpes gaúchos" onde acontece o Festival de Cinema, onde pode-se encontrar maravilhosos "cafés coloniais" que nada mais são do que uma orgia calórica absurda de carboidratos do tipo açúcar simples  e, é claro, os chocolates artesanais. Montanhas de chocolate. Tudo o que é tipo de chocolate. Por tudo que é canto da cidade. O paraíso dos chocólatras.

Já tínhamos ido à Gramado várias vezes mas desta vez o passeio veio com uma baita surpresa: podíamos comer o quanto de chocolate quiséssemos. Isso mesmo, foi uma espécie de desafio, um "duvido que consigam comer tanto chocolate!" Na verdade, o que o pai tinha em mente era que acabássemos enjoando de chocolate e, pronto, estaríamos salvas.

Foi um passeio genial. As bobinhas passaram o dia todinho se empanturrando com chocolate. Quanto ao resultado do experimento, um desastre. Acho que não existe chocolate demais no nosso caso. E naquele dia, com tanto chocolate sem restrição, nunca teve um pai assim tão legal!

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Uma das minhas memórias mais antigas é estar na sala do apartamento onde morávamos com uma revista para crianças recheada de dinossauros de cartolina para destacar e montar. Eu devia ter uns 3 ou 4 anos, tinha sido um presente do meu pai e ele me explicava que os dinossauros habitaram a Terra há milhões de anos atrás e etc. Eu estava encantada pelos dinossauros e lembro de escutar fascinada sobre o que ele me contava. Mais tarde aprendi porque chove, como se forma um arco íris, aprendi sobre as estrelas, os planetas, os buracos negros, a teoria da relatividade, como o mundo é infinitamente interessante.

Hoje procuro passar essas experiências para o meu filho. Não sou assim tão boa como o meu pai mas meu filho já captou a mensagem mais importante nessa interação: quem ensinou todas essas coisas maravilhosas foi o vovô. Quando eu me perco ele diz "o vovô sabe, pergunta para ele."  

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De vez em quando o pai trazia para casa uma pilha de comprovantes de pacientes que ele havia atendido naquele dia. Como ele tinha muito para fazer, ele pedia para que eu e a minha irmã o ajudássemos colocando os comprovantes em ordem alfabética. Nós levávamos horas realizando a tarefa e ele agradecia e elogiava o nosso trabalho. Eu me sentia super orgulhosa e competente, eu adorava ajudar em algo importante, de gente grande.

Só depois de adulta fui me dar conta que ele podia colocar aquilo em ordem alfabética em 2 minutos e que na verdade quem estava nos ajudando era ele.

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Tivemos muita sorte em morar numa rua tranquila, cheia de crianças da nossa idade. Crescemos brincando na rua, explorando terreno baldio, pulando muro. Nessas de fazer passeios nos fins-de semana, quantas vezes o pai não encheu o carro com as nossas amiguinhas e nos levou ao zoológico, ao circo, ao parque de diversões?

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Eu já tinha terminado o segundo grau, provavelmente estava fazendo cursinho para o vestibular. Não lembro como aconteceu, mas lembro direitinho de estar num jaleco branco, numa salinha do ambulatório da Santa Casa no meio de vários alunos de medicina, assistindo à uma aula do meu pai. Naquele dia eu descobri o talentoso professor de medicina que ele é. Senti um orgulho imenso e passei a entender a admiração e devoção de ex-residentes.

E a minha só aumentou.

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Teria um milhão de historinhas para contar mas só estaria enrolando para chegar ao ponto principal: hoje é o aniversário do meu pai. E tem todo um Oceano Atlântico que me impede de abraça-lo e festejar esse dia ao lado dele. Sou abençoada com um pai de verdade, ali, presente. Eu sei que posso contar com ele.

Meu pai é a lá moda antiga: é um exemplo de ser humano a ser seguido, de homem correto e com princípios éticos e morais firmemente estabelecidos. Não que seja rígido, pois possui muito bom senso. É um homem admirável.

Eu sou suspeita para falar porque sou filha dele, eu sei. Mas é exatamente porque sou filha que sei muito bem do que estou falando, afinal, como todos os filhos, já tive várias discussões com meu pai, nem sempre concordei com ele e é assim com todos nós. Também sei muito bem que todos nós temos nossas falhas e pontos fracos e ninguém é excessão.

Só que tem uma coisa que meu pai faz melhor do que ninguém: ele assume seus papéis (profissional, social, familiar, etc) com responsabilidade; ele dá o melhor de si,  faz o melhor que pode e suas decisões são tomadas com responsabilidade e com a melhor das intenções.  E também já "peguei" ele várias vezes "pedindo" auxílio para que os comprovantes sejam colocados em ordem alfabética para gente que nem desconfia. Se mais pessoas fossem assim, o mundo seria um lugar muito melhor.

Eu queria muito estar lá com ele hoje. Queria muito saber expressar todo o carinho que tenho por ele, saber agradecer por tudo sempre, saber retribuir. Mas sou desajeitada com demonstrações de afeto, atrapalhada, boba.

Já que só resta o telefone, já que não posso estar lá para abraça-lo hoje e já que me deu uma vontade enorme de dizer "pai, eu te amo", deixo aqui o meu ensaio atrapalhado mas de coração.



Com todo o meu carinho,

Ale