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terça-feira, 29 de junho de 2010

Tragédia

Quando a gente confia demais a ponto de nem se dar conta do quanto algo torna-se essencial na nossa vida, do quanto contamos com a presença constante sem nem ao menos passar pela cabeça que um dia pode não ter mais, a gente se ferra.

Eu me ferrei. Não fiz backup, não copiei nada e me ferrei bonito. Tinha todas as informações, todos os meus arquivos, música, fotos, emails, quase todo o set up do meu universo internáutico, softwares e sei lá mais o que eu ainda vou quere me bater por ter perdido. Ou quase perdido.

Sim, meu laptop pifou.

Assim, do nada.

Ou quase do nada porque esse desertor andava há tempos esquentando tanto embaixo que dava pra fritar um ovo. Então, na semana passada, a tela começou a "pestanejar" e a resolução foi pro saco. Até funciona, mas com a mínima resolução possível. Não dá pra ver nem trabalhar com essa tela. Meu diagnóstico: a placa gráfica derreteu. Ou talvez não, mas certamente está me boicotando.

Ficou assim:


O normal seria assim:






O estrago nem parece assim tão grande pelas fotos, mas é. Muda o monitor para a resolução mínima e vai tentar abrir um programa qualquer para ver que horror! Não cabe na tela. Além do que, mal dá pra ler o que está escrito, um monte de comandos ficam escondidos, é o fim.

Esquenta muito. Muito mesmo.

Eu ouvi falar que esses Sony Vaio são uma porcaria, fundem. O meu durou 3 anos.

Levei para arrumar na PC World e me disseram, só dando uma olhada no monitor, que a placa gráfica teria estragado e como é um laptop, a placa fica embutida na placa mãe, teria que trocar tudo. Quase um laptop novo.

Eu, no meu modesto e limitado entendimento, acho que é a ventilação. Porque se eu consigo manter ele numa temperatura baixa, ele funciona até super aquecer. O que leva de 1 a 5 minutos. Mas antes tenho que ter a sorte de quando ligar, ele vir "normal" e não todo meia boca inútil.

Então, hoje acordei super cedo e enquanto a casa dormia e eu saboreava meu café resolvi ligar o bobalhão. A porta para o jardim estava aberta e entrava uma brisa fresquinha - anda fazendo uns dias de sol e calor fantásticos na terra da tia Lili! - O laptop estava geladinho e pah! veio normal, todo perfeitinho. Coloquei ele na rua, sob a mesinha de mármore do jardim, mal respirando e esperando o monitor me deixar na mão. Mas não, ele estava bonzinho. Coloquei um apoio embaixo do laptop para ele ficar inclinadinho para cima com a parte que frita ovo ventilando. Coloquei o infeliz pra trabalhar, queria testar minha teoria do calor. Achei na geladeira uma dessas bolsas de gel para lesões musculares e taquei-lhe embaixo do laptop. Resultado: funcionou por mais de 1 hora! Quando a bolsa já tinha derretido, desliguei tudo.

Ou seja, minha teoria está certa, é porque esquenta demais que o monitor se rebela.

Já imaginei a geladeira da cozinha com a porta aberta, eu numa cadeira em frente, trabalhando no meu laptop que vai estar já entendeu onde, né não!? Excelente idéia, só que  vejo dois probleminhas: 1- a geladeira vai estragar, e 2- quando o inverno chegar eu vou congelar!

Ao menos não vou precisar jogar o laptop no lixo como havia contemplado anteriormente. Vou é lá na Sony Vaio reclamar e ver se eles resolvem o problema. De graça. Vaio eu não compro mais!

By the way, esse post foi escrito no meu novo laptop, que não é Sony Vaio, não esquenta nadinha, não faz barulho e funciona perfeitamente bem.

Agora é melhor eu me concentrar no trabalho.



sábado, 10 de janeiro de 2009

Banzo


Tá muito frio, ninguém merece! Eu preciso de sol, de luz, de calor. Sou uma pessoa do verão, me sinto muito melhor e fico bem mais bonitinha durante o verão. O inverno me deprime, me deixa mal humorada e me embagulha. Tô reclamando de barriga cheia (sim, cheia, como sempre acontece em dias frios e eu não paro de me empanturrar com carboidratos)? Vem passar quase 1 ano inteiro no frio para ver o que é bom! Quando te deres conta que o verão dura só umas mirradas 2 semaninhas quero ver o quanto aguentas.

Sabe o que acontece com a minha pele no inverno? Eu não fico branquinha marfim feito a Nicole Kidman. Eu fico com uma cor desbotada, com cara de doente, cheia de manchas visíveis na pele. Meu cabelo fica espigado, opaco. E o pior de tudo, eu não consigo parar de querer comer doces, biscoitos, bolos, chocolates e beber vinho. Muito saudável, não!? E sair para dar as minhas corridas? Sempre um sacrifício com esse frio, fora que quando há alguma luz eu estou enfurnada no trabalho ( e para quem não sabe, eu trabalho das 9 às 3:30). Ou seja, correr= fins-de-semana ou no escuro.

Houve uma época em que eu gostava de inverno. Mas daí eu morava numa bela casa com lareira, pinhão, quentão e mal dava tempo de enjoar e lá vinha a primavera. Aqui parece que o inverno dura para sempre.

Eu moro num outra bela casinha (adoro minha casinha), num hemisfério, paralelo e latitude completamente diferentes, tudo diferente. Com aquecedores em todas as peças. Onde eu bato a porta e deixo a casa sem receios de que seja arrombada (sem muros ou grades). Onde, se eu quiser, posso voltar no meio da madrugada sozinha, de carro ou a pé, sem ser assaltada, estuprada ou assassinada pela cobiça do meu relógio de pulso vagabundo ou dos trocos na minha carteira.

Como eu sempre digo para quem me pergunta o que eu faço por aqui quando ficam sabendo que venho de um país paradisíaco: "cada lugar tem seus altos e baixos, tudo depende de onde os pós e contras pesam mais ou menos na balança de cada um..." Sabe o que eu quero dizer? É algo pessoal, um particular de cada pessoa. Mas eu sinto falta de todas as coisas boas da minha terra natal. Assim como eu também sei que seria muito difícil e dolorido abrir mão de todas as oportunidades que eu tenho por aqui. A mais importante de todas, para mim, é o ser eu. Me sinto mais livre para ser quem sou, ou até para me re-inventar quando me bem calhar (mais sobre o assunto numa outra oportunidade). Aparentemente é um sentimento comum às pessoas imigrantes. Seja lá o que for, me faz sentir livre e isso é bom.

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Estou no finalzinho do livro "American Gods". Ainda não sei se estou gostando, acho que meu veredito final vai ser quando eu terminá-lo. Estou com grandes expectativas e espero que "Shadow", o personagem principal, não me decepcione. Por sinal, ele me lembra muito do H, meu hairstylist no Brasil. Não pergunte.

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Esse fim-de-semana está quietinho. Porque fui preguiçosa o suficiente pra não levar a cachorra para passear durante toda a semana, bateu a maior culpa e levei-a para uma caminhada de quase 3 horas hoje. Um frio que ninguém merece, mas lá fui eu. A cachorra corria enlouquecidamente e eu caminhava velozmente para não congelar. Foi bom. Siberiano, mas bom. No que cheguei em casa, me meti embaixo das cobertas até o corpo parar de tremer.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Metendo a boca no trombone


Quando resolvi abrir esse blog aqui foi pensando nos meus amigos que moram longe de mim e, principalmente, na minha família. Tá, na verdade não são bem eles que moram longe, na verdade sou eu. Também é claro que se eu não avisar aos amigos eles nunca adivinharão sobre a existência do blog. Mas confesso que ainda não me deu coragem para espalhar a notícia. Queria experimentar um pouco, ver se vou conseguir escrever com assiduidade e tal. Imaginei que ninguém melhor do que a minha família (ou no mínimo minha mãe e minha irmã) para darem o ar da graça, lêrem o que eu escrevo, deixarem comentários e no mínimo clicarem em um dos quadradinhos de múltipla escolha que estão no rodapé de cada dia de postagem. Nem que seja para dizer que isso aqui é um saco, qualquer coisa, pô!

Pois hoje resolvi tomar uma atitude. Liguei para as duas dando intimaço. Ouvi as desculpas esfarrapadas de que o link não abria, não tinham o link, não tinham internet disponível no momento e por aí vai. Ah! Paaaara!

Depois de promessas que fariam uma visita no ato, não deixaram nem rastro. Eu sei que passaram por aqui, mas e aí??? Olha que eu estou de férias e com muito tempo livre para pensar bobagens, então parem de alimentar a minhoca!!! (Sorry, lenda familiar privada).

Queria aproveitar e agradecer à Lizi e à Renata que já me deixaram várias mensagens. Seus blogs são respectivamente o Gente Sensível e o Esconderijo (links à direita, na lista dos blogs que eu adoro ler). Vale super a pena ir conferí-los, o perigo é o vício que eles causam. Quando elas demoram mais de um dia para postar dá uma crise de abstinência das brabas!

Bom, como diz o Jeffinho, parlei!