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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Snapshots das férias

As férias no Brasil foram excelentes. Principalmente por ter estado com esta minha família maravilhosa que eu tenho. Que falta que eles me fazem. Foram três semaninhas que passaram voando mas foram super tranquilas e cheias de carinho o tempo todo. O problema agora é a saudades que parece ser ainda maior, se é que é possível uma pessoa sentir tantas saudades assim.

Fizemos várias coisinhas que eu amei.

Depois de anos sem colocar as patas em Gramado, subimos a serra. A primeira parada foi o zoológico de Gramado, que não existia no meu tempo. É um zológico formado exclusivamente por animais brasileiros e é tudo ao ar livre. Os visitantes praticamente passeiam por entre a bicharada.







Mas eu me encantei mesmo foi com um porco-espinho. É tão feio que chega a ser lindo.






Em Gramado, encontramos a cidade toda enfeitadinha para o Natal. Muito lindo. 





















Tudo muito lindo em Gramado, tudo bem cuidadinho, limpinho, cidade cheínha de detalhezinhos e delícias- para os olhos e o paladar! 





Enquanto que em Porto Alegre eu vinha sofrendo com o calor durante as minhas corridinhas, em Gramado-Canela pude dar uma corrida longa (20 Km!) super boa já que o clima ameno da serra ajuda.

À noite estava tão frio que tivemos que usar casacões de inverno para ir assistir ao Natal Luz. Muita música - um coral maravilhoso, fogos de artfício e água!

De volta à Porto Alegre (ou Forno Alegre) passamos muitos dias lagarteando na beira da piscina, bebendo cervas bem geladinhas e tagarelando sobre tudo e um pouco mais. Muitas noites gostosas em diversos restaurantes, em ótima companhia e muito bubbly!





No último fim-de-semana fomos até praia. Estava batendo um nordestão forte e o mar estava um chocolate,  mas mesmo assim deu para aproveitar. Churrasco, caipirinha, camarão, rede e alegria. Ah! E saiu outra corrida longa pela beira da praia (22 Km!).







Agora estamos de volta à Londres. E por aqui está nevando. Mas muito bom estar em casa.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Diarinho

Falta só uma semana para embarcarmos para o Brasil. Ainda tenho tantas coisas para fazer! Eu queria ter feito as malas no fim de semana passado, afinal aqui é inverno e lá é verão, seria barbada. Só que não, não é um processo assim tão simples porque antes de arrumar as malas eu preciso arrumar o meu quarto ( e armário) que está.... um caos! Cadê a fada da arrumação nessas horas? Como sempre, vai acabar ficando tudo para o último dia, como sempre vai ser a maior correria e stress. Ou um milagre acontece e eu consigo me organizar nesse fim de semana. 

(Pausa para eu recuperar o fôlego depois da gargalhada).

Faz meses que ando pensando em presentes bacanas e criativos para levar. Claro que o mais original e entusiasmante só aterrisou na minha cabeça por agora, quando não dá mais tempo para encomendá-lo. Não posso nem dizer o que é porque não quero estragar a surpresa caso esse presente um dia aconteça.

Uma coisa boa: estou treinando para a maratona de Paris em abril. Por enquanto está tudo bem e estou  satisfeita. O duro é sair da cama as 5 da manhã para ir correr nesse frio e no escuro. Hoje, enquanto corria com uma baita lua no céu e um frio de congelar os ossos, cheguei a conclusão de que corredor dever ter algo de masoquista em si. Mas com todo o trabalho que dá, por mais que eu reclame e odeie, no fundo eu AMO correr, me traz uma enorme satisfação. Uma típica relação de amor e ódio. 

São quatro da tarde e já está escuro lá fora. *Suspiros* *Que alívio que eu já corri hoje!*

Para amanhã estou planejando um I Love My London Day (quando eu pego minha câmera e passo o dia perambulando e clicando no centro). Quero registrar os enfeites de Natal. Tomara que saia.  


Essa fotimho foi tirada quando voltei da corridinha. Estava querendo amanhecer.


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Fina Frô


Assisti o jogo Brasil X Chile em casa com o Rafa e o Max.

Tô eu ali assistindo o jogo, super apreensiva porque futebol pode surpreender bonito, nervosinha, gritando para a tv, dando palpite e.....

-Mãe! Tu falou palavrão de novo!

-Eu? Claro que não!

-Falou, sim! Diz o marido.

-Mãe, tu falou aquele palavrão que começa com P.

-Qual? Pentelho?

-Não, outro.

-Porra?

-Não, aquele outro!

-Qual outro? Puta merda?

- Não, um outro!

-Qual? Que outro palavrão com p? Puta que pariu?

-Sim, esse ai!

-Que horror, esse guri sabe todos os palavrões em português, tenho certeza que não sabe nenhum em italiano, diz o marido em tom de censura (por que será....?).

-Sei sim, diz o guri

(Maravilha, tô salva, não sou só eu!)

- Ah é? E qual? Pergunta o marido surpreso.

-Merda! Responde a criança.

(Me ralei. Isso não é palavrão perto dos meus...)

Preciso prestar atenção do que sai da minha boca. Eu, palavrão? Nunca pensei.... que feio!

Mas, segundo uma pesquisa realizada na Inglaterra em 2009 por Richard Stephens da Universidade de Keele, dizer palavrão ajuda a diminuir a sensação de dor física e é uma resposta emocional natural.

Err... nah! Que desculpinha mais tosca!

Vai lavar a boca com creolina, vai!

domingo, 24 de maio de 2009

Muito tempo depois...

Já faz mais de um mês que estamos de volta à Londres. Só que tenho a sensação de que faz muito mais tempo. Muita gente aqui me perguntou se eu senti saudades de Londres ou se eu não teria vontade de retornar ao Brasil. O fato é que é muito estranho o sentimento. Quando digo que vou para o Brasil, tenho a impressão que estou indo para casa. Mas quando estou lá fico com saudades da minha casa em Londres e é onde sinto que é o meu lugar. Conversando com outras pessoas em situações parecidas, cheguei a conclusão que esse negócio de ser imigrante acaba esculhambando com o coração da gente: ele nunca está inteiro num lugar só. Nunca. A criatura está sempre meio despedaçada (e logo eu que não precisa de muita coisa para ser um conjunto de peças...).

Logo que chegamos o tempo estava super bom, meio que um veranico. Ótima distração para não sentir tanto a falta do que ficou lá do outro lado do Atlântico. Desde então já tivemos chuva, frio, vento e, desde sexta-feira, dias lindos e quentes mais uma vez (quentes para Londres, porque quente mesmo não está). Infelizmente não estou podendo aproveitar porque uma dor de garganta super forte resolveu se apossar de mim, com direito a tosse, mal estar, nariz ranhento e todas essas coisas chatas que acompanham as gripes. E também não aguento mais o comentariozinho "Mas não é febre suína, não?". Que engraçadinho...
Ah! E a previsão para amanhã é de chuva. Tudo de volta ao normal.

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Esse fim de semana aconteceu o Green Belt Relay (corrida de revezamento durante o sábado e o domingo cobrindo um total de 220 milhas ao redor de Londres). Claro que eu, metida e com um treinamento quase nulo no momento, estava inscrita. No time B, naturalmente (nosso clubinho inscreveu dois times). Minha corrida de sábado seria de manhã, em algum lugar ao norte de Londres, percorrendo 10 milhas. A corrida de domingo seria bem mais fácil, apenas 5.7 milhas. Eu, toda preocupada em não fazer feio (tô correndo mal mesmo ultimamente, sem tempo para treinar direitinho) mas mantendo a pose. Só que como já deu para perceber, tive que desistir e deixar colocarem outra pessoa no meu lugar. É que a garganta resolveu se manifestar com tudo na sexta-feira, trazendo junto a tal tosse de cão moribundo e tuberculoso. Para não deixar assim tão feio, ao menos ajudei no sábado, tirando fotos e sendo motorista de corredores. Conheci uns lugares lindos que eu nem sabia que existiam tão relativamente perto. E domingo caí de cama com tudo!

Recomendações antes da largada em uma das etapas.



Um dos pontos ao norte de Londres


Mais uma largada. Olha só o lugar!

Que tal uma pint ali naquele pub???


A freirinha aí embaixo foi buscar a dela.


Tem um time que sempre participa do Green Belt Relay. São essas "freirinhas" aí em cima. Sempre de óculos escuro e sempre com uma pint na mão. Sim, correm com o vestidinho e o véu (e provavelmente com a pint na mão...). Sempre acabam em último lugar na contagem final e levam para casa o prêmio de consolação: um assento de banheiro!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sob o sol de Porto Alegre

Se antes eu estava sem tempo para escrever aqui porque preparava mil coisas para poder ir passar quase um mês no Brasil, agora continuo sem tempo porque esta vida boa de sol, festerê, estar com a família, rever amigos e passear pela minha cidade natal me toma todo o tempo. É como tomar um banho gostoso de cachoeira, daqueles que revigora a alma, energiza e me põe um sorriso na alma. E eu fico querendo aproveitar cada segundinho...

Quem também está aproveitando bastante é o Rafinha. O sortudo está até treinando futebol com o projeto Genoma do Inter, bem aqui no Parcão. Adorando! Como gosta de futebol esse menino!

Tem feito uns dias lindos de sol, maior calorão e piscina quase todo o dia. Só que boa mãe que eu sou, o pobre do meu filho ficou vermelhão e já até descascou. Agora é protetor solar 30 de hora em hora.

Eu confesso que meu lado dondoca está adorando essa vida boa. Como é bom andar com as unhas lindas e pintadas, os cabelos cuidados, baladas de fim-de-tarde, almoços e jantares pela cidade... tô de férias e no mundinho do faz-de-conta. Oba!

Ah! Uma das primeiras coisas que fiz foi ir conhecer o Nossa Senhora do Ó. Muito legal, aconchegante e simpático. A Mari realmente é muito boa e talentosa porque além do ambiente gostoso, o cardápio é todinho delicioso, de comer de joelhos! Mas essa guria é daquelas com uma baita estrela, seja lá o que ela resolver fazer vai ser sempre um sucesso. E ela merece! Tenho o maior orgulho de ser amiga dessa pessoa linda.

Agora preciso ir tomar o meu sol.