Mostrando postagens com marcador ficção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ficção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Livro: The Book With No Name


Título: The Book With No Name

Autor: Anonymous

Publicação: 2007

Editora: Michael O' Mara Books

379 páginas



Comprei esse livro há uns 2 anos porque tinha gostado da capa. Mas foi somente semana passada, depois de ter terminado um livro bem fraquinho, que resovi dar uma chance para O Livro Sem Nome. Bah!!! Não conseguia parar de ler, muito muito bom. Adorei.Totally sincronizado com meu humor do momento.

Lembra muito o Tarantino. Põe no liquidificador um pouco de Pulp Fiction, Kill Bill e From Dusk Til Dawn. E mais outras coisinhas.

Não é nenhum clássico, nenhuma obra prima. Mas com certeza um dos livros mais divertidos que já li nos últimos meses.

Tipo, o Bourbon Kid era eu.... sai da frente!


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Livro: Out




Título: Out

Autor: Natsuo Kirino

Traduzido do japonês por Stephen Snyder

Publicação: 2004

Editora: Vintage
529 páginas


Eu tenho meus escritores japoneses favoritos, como por exemplo, Haruki Murakami, que é reconhecido internacionalmente e bom mesmo. Então, um belo dia estou eu num dos meus lugares favoritos no mundo, esperando pelo livro que me “chamasse” quando “Out” praticamente pulou da prateleira nas minhas mãos. Eu olhei para o livro desconfiadíssima porque: 1-best seller, 2- gênero crime/ policial /detetive e 3- japonês... Vou me explicar. Sou desconfiada de best seller (nem preciso citar exemplos, né não???), e escritora japonesa escrevendo sobre crime /policial /detetive é suspeitíssimo porque eu só pensava em The Ring, no UltraSeven, no Godzilla e naquelas menininhas japas que parecem bonequinhas de desenho japonês animado. Eu sei, eu sei, ignorância pura, mas... resolvi seguir meus instintos e enfiei o livro na cestinha. Mais parentêses ( sabe bêbado que não pode ver um boteco? Bom, eu também não. Mas se tiver o boteco e a livraria lado a lado, a livraria ganha). Daí que um tanto de tempo depois – porque não é só me ganhar na livraria, tem que enfrentar a fila em casa - euzinha, inspirada pela Sunflower-Jana e Jana Lauxen entre outros deliciosos perversos que publicaram seus contos sanguinolentos em Assassinos SA- resolvi que estava na hora de ler “Out”.

AMEI. Muito bom mesmo. Totalmente inesperado mas valeu a pena sim. Quer saber, essa tal Natsuo Kirino merece ser a “Rainha da Literatura Criminal Japonesa” (minha tradução livre do Guardian, swallow it).

Vamos à trama.

Out começa devagar, quase parando. Começa descrevendo em capítulos distintos as pesonagens principais: Masako, Yayioi, Yoshie e Kuniko (vai te acostumando com os nomezinhos, se fores anta em japonês como eu). Elas são quatro mulheres que vivem nos subúrbios de Tóquio, com histórias de vida completamnete diferentes mas que por essas coisas da vida trabalham juntas durante a noite numa dessas empresas que preparam esses almoços prontos que o pessoal de escritório, etc compra na hora do tal almoço. Tá, deixa eu explicar melhor ( e me dêem um desconto porque eu não moro no Brasil há mais de 10 anos): aqui, e pelo jeito no Japão, teu empregador não paga teu almoço. Então, a criatura tem que ir numa Boots da vida (equivalente à Panvel em Porto Alegre) e comprar um sanduba ou uma outra bandeijinha de plástico qualquer com uma salada, ou massa fria pronta, ou um curry indiano, ou etc. Esse é o almoço da grande maioria dos londrinos. Claro que tem sempre gente, como eu, que carrega marmita.

Pois bem, essas quatro mulheres, que não tem nada em comum, trabalham juntas como uma pequena equipe no chão da fábrica durante toda a noite. Retornam à suas casas e famílias pela manhã. É um trabalho duro (dãããããã) e elas tem seus problemas particulares para enfrentar em casa: Yayoi é uma viúva que tem que cuidar da sogra bruxa mesquinha inválida; Kuniko é daquelas peruas que não tem onde cair morta e está atolada de dívidas, mas sempre mantendo a pose e mostrando uma vitrine de chique (breguíssima) e de quem não tem que se preocupar com dinheiro; Masako tem um filho adolescente que não abre a boca há anos e odeia os pais, além do marido estar tão distanciado no mundinho dele (ou ela no dela?) que nem tem mais jeito; e Yoshie, com dois filhos pequenos em casa, não aguentando mais as infidelidades e perda de dinheiro suado (que ela ganha trabalhando a noite) do marido em cassinos, numa bela manhã telefona para a colega Masako pedindo ajuda para se livrar do corpo do marido que ela acabara de matar. E Masako responde “Claro, eu ajudo.” As quatro mulheres acabam envolvidas em dar sumiço no corpo. A polícia encontra o primeiro suspeito, o dono de um cassino /puteiro que acaba tendo que fechar os negócios e, furioso, resolve ir atrás dos verdadeiros culpados. Eventualmente Masako se dá conta que um monstro foi acordado...

As personagens (não só essas quatro mulheres) são muito bem construídas e realísticas. É definitivamente uma história complexa e muito bem costurada. Vai lá no âmago da loucura pessoal, chega naquele lugarzinho escuro e proibido onde a pergunta que paira é: até que ponto você iria para escapar de uma vida sem sentido e sem saída?

Sim, o enredo começa quietinho e até enjoadinho, mas de repente o leitor é jogado numa trama emocionante de caça ao rato e vamos ver quem é mais esperto. Tem um tanto de horror, sangue, morbidez e suspense (afinal, a mulherada cortar em pedacinhos o defunto para espalhar pela cidade na tentativa de não deixar traços é só o começo).

Tem até um brasileiro metade japa e imigrante que, de tarado, vira amigo do peito. Tem um tanto de denúncia em relação às condições das mulheres na sociedade japonesa (se é que é assim porque eu confesso que desconheço a situação). Mas na minha modesta e super pessoal opinião, o forte está no desenvolvimento das personagens, no jeito que não interessa os motivos mas a ligação forte, a empatia (mesmo toda errada) que cada personagem provoca no leitor. É uma história estranha (cantei a pedra na minha primeira impressão) mas que vale a pena.

Bem, esse é o primeiro livro traduzido para o inglês da mais bem sucedida escritora japonesa contemporânea do gênero crime. “Out” recebeu o prêmio Naoki e o prêmio na categoria melhor crime/mistério no Japão.

Quer ler algo que vai te deixar dias pasmado e em luto por ter terminado o livro? Leia “Out”. Detesta o gênero crime mistério? Nem te dá ao trabalho. Não te interessa o gênero, mas uma boa história muito bem escrita? Reza para alguém bom traduzir para o português. Vale a pena. Bom pacas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Livro: The Angel’s Game (O Jogo do Anjo)



Título: The Angel's Game (O Jogo do Anjo)

Autor: Carlos Ruiz Zafón

Publicação: 28 de maio de 2009

Editora: Weidenfeld & Nicolson

441 páginas

(Original em espanhol publicado em 2008)


Esse é o mesmo autor de The shadow of the Wind, livro bom pacas.

The Angel's Game se passa em Barcelona, na década de 20, onde encontramos David Martin, um escritor talentoso que teve uma infância sofrida. De natureza solitária, David mora num casarão abandonado que guarda uma história sinistra. David é daquelas pessoas de boa índole e capazes mas com uma vida cheia de obstáculos e dificuldades em que nada parece possível: o dinheiro é sempre curto, a mulher amada não pode ser sua, seus editores inescrupulosos exigem que publique seus trabalhos sob um pseudônimo e para arrematar descobre que possui uma doença fatal. Desculpem meu francês, mas o cara tá fodido!

Um dia, um editor francês esranhíssimo o procura oferecendo uma enorme quantia em dinheiro para que David escreva um livro que mude a vida das pessoas, um livro com uma religião nova. A idéia soa meio sinistra mas David não vê a hora de livrar-se dos editores para quem trabalha e poder publicar sob seu verdadeiro nome. David explica ao francês que seu contrato não permite que ele simplesmente deixe seus editores e o francês responde que eles não serão nenhum obstáculo. Resultado: os editores morrem num incêndio...

Enquanto relutantemente trabalha para o editor francês, David escreve seu próprio livro e ainda ajuda seu melhor amigo reescrevendo o trabalho dele também. Só que quando os livros são publicados, é o livro do amigo – escrito por ele! – que vira um sucesso enquanto o seu recebe pesadas críticas.

Não vou contar toda a história e olha que até agora contei só um tiquinho que dá para ler na orelha do livro. Admito que Carlos Ruiz Zafon tem o dom de contar histórias, ele sabe fisgar o leitor. Só que enquanto o livro promete, não cumpre. Acaba virado num labirinto cheio de caminhos sem volta e enquanto eu tinha fé de que desembocaria na saída do labirinto... bem, me senti traída. A história terminou e me deixou pasma. Sobre o que foi todo esse corre-corre???

O bom do livro é que transporta o leitor para as ruas de Barcelona, dá quase para sentir o cheiro! Também carrega o leitor para o "Cemitério dos livros perdidos", um labirinto secreto de livros que fica debaixo de Barcelona, tão grande que dá para se perder lá dentro. A história é cheia de mistérios, mentiras, mortes, romance, segredos e várias doses de sobrenatural.

Enfim, mais idéias boas do que dom para tecê-las e finalizá-las de maneira convincente. Mas vale a pena ler, é daqueles livros de não querer largar. Mas nada assim tão especial para ter tido tanta repercussão aqui por essas bandas.


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Livro: Uma carta por Benjamin



Tíulo: Uma carta por Benjamin
Autora: Jana Lauxen
Editora: Multifoco
Publicação: abril de 2009
136 páginas
















Uma carta por Benjamin conta a história de Benjamin, um cara super apático, que vive de mesmice, da sagrada rotina, isolado e distante. Se não fosse o fato de ele simplesmente não se incomodar com a insistência em ser uma ilha, eu diria que esse cara tem Síndrome de Asperger. Benjamin não é dado a contatos sociais, mal percebe as pessoas a sua volta, um umbigão só. Não quer saber de se involver com nada, nem ninguém. Faz o trabalhinho medíocre dele para se sustentar (manter-se vivo, porque ôôôô vidinha insossa!) e faz tudo igual todo o santo dia.

Até que sem mais nem menos, um dia ele recebe uma carta pelo correio. Pelo correio!!! Quem recebe carta pelo correio hoje em dia??? Em plena era da internet??? Pois uma tal de Madalena começa a escrever cartas para Benjamin. Cartas íntimas, como se o conhecesse (pobre Benjamin não lembra de nenhuma Madalena!). E a partir daí a vida de Benjamin muda porque querendo ou não (e no caso dele não querendo mesmo), Benjamin é sugado para dentro de uma conspiração onde mesmo sem querer ele não tem opção mas tomar uma atitude.

Uma história que cutuca. Quantos de nós faz questão de fazer o possível para não se envolver com nada e com ninguém? Quantos de nós não prezamos a segurança de nossos casulos e só sairíamos de lá à forceps???
Se eu gostei do livro? Sim, bastante. Essa menina escreve muito bem (ainda vai se ouvir falar muito dela e ha ha! Morra de inveja, meu exemplar é autografado!); você quer virar a página morrendo de curiosidade, a história flui mesmo. E esse tal Benjamin? É conhecido de todos, ou você o conhece de dentro, ou já viu por aí.

Para quem ficar interessado em saber mais sobre a autora http://janalauxen.blogspot.com/.