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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gente gulosa

Tenho que contar essa...

Mas antes preciso pintar o background.

Eu sou daquelas que adora um doce. Acho uma tortura não poder comer brigadeiro ou nutella de colher, chocolate, leite condensado, cupcakes, bolos, bolachinhas, croissants e etc e etc todos os dias. Não sou obesa porque tenho um pouquinho de auto controle. Tenho os meus momentos de "carbocídio" mas também momentos de "jejumcídio" para compensar. Me oferece uma refeição nota 10 do tipo filé mignon com um acompanhamento perfeito ou a torta de sorvete da Padre Chagas e eu vou escolher a Torta de Sorvete sempre se eu pudesse. Sou ruim assim.




Tenho dias muito bons em que minha dieta é perfeita, mas tenho dias em que é um caos, só porcaria. Sou das que não sobe na balança para não "deprimir", sabe? Tenho sempre uns quilinhos que podia me livrar. E quando estou no meu peso ideal, dura pouquinho. Meu peso ideal flutua para cima e para baixo como humor de doidinha bipolar.

Bom, outra coisa que é bom eu contar. Faz mais de um ano que eu não cozinho, não lavo louça, não passo roupa e nem supervisiono os temas de casa do meu filho. Meu marido tem mais tempo livre do que eu e aos poucos assumiu essas responsabilidades. Além do que ele é um chef, cozinheiro de mão cheia, tudo o que eu sei cozinhar aprendi com ele ( e aperfeiçoei com a minha mãe). Nada mais natural. Sim, eu tenho um "houseband"!

Background terminado, vamos ao que eu queria contar.

Meu marido teve que se ausentar por três semanas, teve que ir para Florença dar uma assistência aos pais dele. De repente, me vi tendo que cozinhar, passar roupa, levar meu filho para o futebol, supervisionar os deveres de casa dele e tal. Descobri (ou redescobri) que esses afazeres tomam tanto tempo que eu mal consigo fazer outras coisas, tipo ir para as minhas aulas de ioga que eu amo tanto ou dar minhas corridinhas.

Também redescobri que isso tem um lado bom pois apesar de ter muito menos tempo para mim, confesso que estou adorando esse tempo que eu passo com o meu filho; conversamos bastante, me sinto mais envolvida, além do que esse guri me diverte, ele diz cada uma!

No nosso primeiro fim de semana juntos, passei no supermercado depois do treino de futebol e além de comprar ingredientes para a janta, comprei a guloseima preferida do guri, doughnuts. Em casa, nos atracamos nos doughnuts, um cada. À noite preparei o jantar que comemos assistindo um filme bacana. No que terminamos nossos pratos, eu gulosa, sugeri que dividíssimos um doughnut. Filho topou todo sorridente.



Enquanto o meu filho sabe comer direito, mastiga bastante, come com muita calma, eu devoro a minha comida feito um crocodilo (eu sei, eu sei! Eu realmente deveria segui o exemplo dele). Pois ele ainda estava na primeira dentada quando eu já tinha devorado a minha metade. Olho para ele e sugiro:

- Filho, vamos dividir outro doughnut?

O guri me olha sério e calmamente responde:

- Não. Mãe, ainda bem que tu não é viúva porque senão eu seria obeso, hein!

(Ah! Para quem não sabe, meu filho come feito um leão e é magrelo feito um inseto).

Pelo menos alguém nessa família tem bom senso.


domingo, 7 de julho de 2013

Parabéns a você!

O pessoal do escritório da empresa onde eu trabalho tinha um costume, ao meu ver estranho,  em relação aos aniversários. A criatura que estava de aniversário é quem trazia o bolo e as guloseimas, depositava-os no balcão da cozinha, preparava seu café ou chá e seguia para a sua mesa para mais um dia de trabalho. Eventualmente, um de seus colegas iria até a cozinha preparar seu café ou chá e vendo o bolo e as guloseimas no balcão se daria conta de que alguém estava de aniversário. “Oba, doce!” Dependendo do seu humor, boa vontade e caráter, tal colega procederia com uma das ações a seguir:

1 – investigaria quem está de aniversário, parabenizaria o anivesariante e espalharia a notícia pelo escritório;

2-  espalharia pelo escritório a notícia de que tem aniversariante na área e de que os doces e bolo estão na cozinha, oba;

3- servir-se-ía de doces, bolo e café ou chá e voltaria para sua mesa contente que algum aniversariante trouxe doces.

Não me parecia muito certo isso. Então, depois de quase dois anos sendo traumatizada de aventuras no Alexmoon Café e de volta à minha querida empresa, aproveitei as mudanças ali ocorridas (enquanto estive fora, a empresa havia sido comprada por um grupo de investidores e várias reformas administrativas tem sido desenvolvidas) para implementar o ”programa do dia do aniversariante”.  

E como é esse programa?

Pois bem, o aniversariante continua trazendo os doces e guloseimas (mudanças muito radicais não pegam, tem que criar em cima do costume), mas agora, a criatura também recebe um cartão de aniversário assinado por todos no escritório além de ter pôsteres pendurados na cozinha e na entrada do escritório com o nome da criatura. Assim, não tem como não saber quem é o aniversariante do dia.

Muito melhor, não?

Já faz mais de um ano que o programa entrou em vigor e tem sido o maior sucesso. Somos mais de 15 pessoas no escritório, quase todo mês tem alguém de aniversário. Os aniversariantes esperam receber o cartão e ver seus nomes pelas paredes. Quem não gosta de carinho?

E na quinta-feira, dia 4 de julho, foi o MEU aniversário.


Fiz meu próprio bolo e brigadeiros.

Ganhei meu cartão assinado por todos.




Tinha poster pendurado também!



No final do dia, na saída do escritório, Kevin, um dos nossos operários, me chama para perto da sua van. Puxa um violão e canta Happy Birthday pra mim! Achei um amor, me emocionei. A bit creepy, nonetheless.



Minha irmã me deixou uma mensagem tão linda no Facebook! A Claudia é muito especial. A Claudinha é muito sincera, quase beirando à ingenuidade. Ela não tem agenda ou segundas intenções, ela fala as coisas como sente, como são. Ela não tem meio termo: ou gosta, ou não gosta. Eu amo muito a mimha irmã mas ela será assunto para outras postagens, he, he!




Em casa, recebi um telefonema do meu pai. Ele, a Helena, o Pedro e a Claudia estavam reunidos almoçando e brindaram pelo meu aniversário, rezaram uma Ave-Maria e me mandaram essa foto.




Falei com todos.  Me senti tão querida!

O meu jantar de aniversário é que foi tragicômico especial. Tudo o que eu desejava era um bolo de banana, mais nada. Mas o marido insistiu em preparar um jantar surpresa.

-Nunca fiz esse prato antes, mas encontrei essa receita maravilhosa, se der certo vai ser um manjar dos deuses.

 Lá vem bomba.

-Me dá uma dica, vai.

-Aposto que tu nunca ouviu falar desse prato, mas posso te assegurar que tu gostas de todos os ingredientes.

Com certeza, lá vem bomba.

Enquanto o marido preparava a tal poção o tal manjar dos deuses na cozinha, o filho e uma garrafa de prosecco me entretinham na sala. Eu sentia o aroma que vinha da cozinha e sinceramente não era daqueles de me dar água na boca. "Deixa de ser implicante, é tudo coisa da tua cabeça, ele vai trazer algo delicioso" meus pensamentos insistiam.

Finalmente ficou pronto. Depois de tanta expectativa e promessa fui apresentada com este prato na minha frente.

Risotto de Morango e Prosecco

Eu até experimentei, eu tentei. Enfiei uma garfada na boca, mastiguei, camuflei a decepção, quase engasguei mas engoli o troço. Não, não gostei. Como é que eu vou comer risotto com gosto e cheiro de morangos???? Logo eu que não gosto desse negócio de doce e salgado misturados, TODO MUNDO SABE!

Marido retorna com o prato à cozinha e o rabo entre as pernas. Filho quebra o silêncio com o comentário "Me deu pena do pai." O monstro a mãe responde "Eu também fiquei com pena, eu sei que ele estava super entusiasmado mas eu realmente não consigo nem fingir que gostei, eu não consigo comer fruta misturada com comida assim, não consigo."

Silêncio.

"- Mãe, há quanto tempo tu e o pai estão juntos?"

"- Há uns quinze anos."

"-Interessante..." diz o filho.

"-???"

"-Vocês estão juntos há quinze anos e ainda não se conhecem..."

Opa, caiu um lenço. Mas no momento certo o marido ressurge da cozinha com o sanduíche de bresaola mais bonito e mais gostoso que eu já comi na vida. 





E o meu desejo foi atendido, ganhei meu bolo de banana.




Viu só? No fim, tudo dá certo.

Tive um dia muito bom.  Me senti muito muito querida.

Obrigada, meu Deus, por tantas bençãos.


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cachorrinhos, cadelinhas e cavalinhos.





Um lindo domingo de sol e eu, cansada de estar enfurnada em casa lendo dormindo e comendo, resolvi levar meu filho e a cadelinha para passear no parque. Fomos de bicicleta, uma meia- horinha pedalando devargazinho (a Daisy é baixinha, tem as perninhas curtas - putz! E não é que dizem que o cachorro é sempre a cara do dono??? - imagina a cadelinha ter que correr atrás das bicicletas, não dá!).


Logo na entrada do parque tem uma colina seriamente íngreme. Claro que o Rafa enlouqueceu, empurrou a bicicleta até o topo e desceu com tudo. Eu, como boa mãe que sou, fechei os olhos apavorada enquanto rezava para o anjo da guarda das crianças. Mas ele desceu direitinho, quer dizer, desceu à milhão mas quase na base, ao invés de se espatifar contra uma árvore, ainda deu uma derrapada calculada e freiou perfeitamente. Repetiu a façanha mais umas cinco vezes. Lá pelas tantas cansou e veio sentar-se ao meu lado. Mas não descansou nem dois minutos e logo pegou a bolinha de tênis e saiu a correr com a Daisy. Atirava a bolinha e competia com a cachorra para pegá-la primeiro.


Nesse meio tempo surgiu um cãozinho número perfeito da Daisy com seu dono. Baixinho, simpático e cheio de energia. Foi amor a primeira vista. Uma galinhagem só. O Rafa continuou brincando com os dois mas logo em seguida eles não estavam mais interessados em bolinha de tênis. O Alfie estava era fazendo o possível para se dar bem. O dono, todo envergonhado me pedia desculpas pelo comportamento do cãozinho. Expliquei que não tinha problema, Daisy era "vacinada". E o Rafa todo contente grita de longe:


-Mãe, olha só que legal! Elas estão brincando de cavalinho!

Não me contive e em meio à risadas concordei com ele, sim, sim, cavalinho...

Também tive que corrigir o Rafa que insistia que Alfie era uma cadelinha. Aquele não era uma cachorra, era um cãozinho, expliquei.

- O quê? Não, é uma cachorra! Insistia ele.

O dono prontamente confirmou que era um cachorro.

-Mas e cadê o pinto dele, então? Pergunta o Rafa.

O que eu podia dizer?

-Ele é peludinho, deve estar escondido.


Sabe o que ele fez? Foi lá fazer carinho na barriga do Alfie para conferir. E lá está o Alfie, deitadinho de barriga para cima, curtindo um cafuné e com o dono ao lado provando a masculinidade do seu meu melhor amigo:

-Viu? É macho!

-Mas esse é o menor pinto que eu já vi num cachorro! Revida a criança.


Não sei se foi coincidência mas logo em seguida Alfie e seu dono resolveram seguir sua caminhada.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sorte

Há algumas poucas semanas atrás, o Rafa estava estudando os Tudors na escola. Tagarelando sobre o rei Henrique VIII, todo orgulhoso ele me contou exatamente quantas esposas ele havia tido, seus nomes e que fim levaram. Também contou sobre os costumes da época, a arquitetura, e etc.

Lá pelas tantas declarou:

-Que sorte a tua por não teres nascido na época do rei Henrique VIII!

- Ah, é? Por que sorte?

-Porque poderias acabar perdendo a cabeça na guilhotina.

Fazer o quê? Puxa que sorte a minha! Dei uma bela risada, por 3 segundos contemplei a possibilidade de perguntar o que exatamente ele queria dizer com isso e deixei assim.

Lembrei desse episódio porque depois de ler a postagem "I love you, but" da Renata, me deu coragem de fazer uma confissão. Sim, eu sou muito sortuda de não ter nascido na época dos Tudors. Mas o meu Consorte é muito mais sortudo ainda. Sortudo por eu não ter nascido o Henrique VIII porque neste último fim-de-semana ele teria com certeza ido para a guilhotina!!!


Maridos!


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Sábado tivemos nossa primeira corrida do ano: 10 km, cross-country com bastante lama, trilhas e sobe e desce. Consegui, pela primeira vez, ser a última a cruzar a linha de chegada. Fui a última do meu clube porque outras 3 pessoas cruzaram a linha de chegada depois de mim (detalhe: todos com mais de 70 anos...). Sabe quando tudo dá meio errado? E tudo começou com uma arranca rabo em casa. Lição: não empregar-se em pelejas conjugais poucas horas antes de uma corrida.

Sabe o que é o pior? Eu nem lembro bem sobre o que estávamos discutindo feito cão e gato. Pontu, pontu. Passô, passô...



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Fiz a feijoada. Ficou super gostosa. Obrigada, Mari! Entupi os gringos com caipirinha (valeu pelas instruções, Rachel!) e eles comeram bem felizes, repetindo e elogiando. Pelo menos isso deu certo.



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Os Britânicos consideram hoje, segunda-feira, 19 de janeiro, o dia mais triste, o mais deprê do ano. Hoje é "Blue Monday". Pesquisadores bolaram uma fórmula para chegar a esta conclusão e aparentemente, este ano, são vários os dados que justificam esse achado. Entre eles estão as contas do Natal chegando, a crise financeira mundial, o fracasso das resoluções de ano novo, o frio e a chuvinha fina que caiu o dia inteiro e por aí vai. Bem coisa de inglês! Dia mais deprê do ano??? Acho que não!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Em plena segunda-feira e é claro que eu juntei os malucos mais chegados para um jantarzinho pré- Natal. A desculpa foi que no dia seguinte estaríamos embarcando para Florença e que eu estava com desejo de beber quentão. Comprei umas várias garrafas de mulled wine (quentão versão inglesa), muito prático já que vem pronto e é só esquentar. No que a Rachel descobriu do que se tratava, despejou a garrafa de vodka lá dentro da panela do meu quentão uma vez que não encontrou cachaça na casa. Sorte a dela que ficou super bom!


Vieram também o Marcos Paulo (de passagem, embarca para o Brasil amanhã), o Richard (amigo do Marcos Paulo) e o Daniele. Eles ajudaram a beber o quentão.


Ganhei meu primeiro presente de Natal da minha amiga Rachel. Sempre quis ter um. Só que confesso que estou com receio do negócio, ainda não sei se vou saber usar aquilo. Foi o presente mais original que já ganhei nos últimos tempos. Essa guria é uma figuuuuura!!! Love you, babe!