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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ando sumida, hein!?

Faz muito tempo que não escrevo nada aqui. Sinto falta mas, desde a inauguração do café/coffee shop/sandwich bar, minha vida mudou tanto! Eu ando trabalhando MUITO. Mas MUITO mesmo. Deve ser alguma espécie de castigo cármico por eu até então ter levado uma vida relativamente tranquila em relação a trabalho.

Sabe o que todo mundo diz, que ter o próprio negócio é muita dor de cabeça, que é dureza e a criatura acaba trabalhando bem mais do que se fosse empregado de alguém? Pois é verdade, agora eu sei por experiência própria. Socorro.

Claro que tem o lado bom. Mas não consigo lembrar de nadinha no momento, então vou ficar devendo essa.

Brincadeira. Mais ou menos.

Para quem ainda não sabe, eu abri uma cafeteria em outubro. Chama-se Alexmoon Café. Fica em Bromley, periferia de Londres. Está aberta de segunda a sexta das 8:30 até 5 da tarde. E nos sábados das 9 as 4. Nos domingos eu tento ressuscitar e recarregar as energias. Bla.

Quando minha cafeteria era apenas um projeto, eu imaginava as pessoas fazendo lanchinhos e saboreando seus cafés tranquilamente enquanto liam um dos meus livros que preenchem as estantes (são mais de 120 livros no momento). Ou lendo o jornal. Ou trabalhando nos seus laptops conectados na internet via my wi fi. Mas não é exatamente o que acontece.

Um que outro cliente me faz feliz assim, fazendo exatamente o que eu visualizava. Por exemplo, tem o Rodrigo Santoro-depois-do-acidente que recentemente, e por duas semanas, veio quase que diariamente almoçar. No primeiro dia ele escolheu um dos livros, pediu um café e um sanduíche e passou um bom tempo imerso na leitura.  E assim foi quase todos os dias por duas semanas. A Rachel, minha escrava parceira na cafeteria, foi quem me alertou (porque ela trabalhava na frente e eu na cozinha) que já era a terceira vez que ele vinha para continuar o livro. Eu fiquei toda entusiasmada e feliz, finalmente a minha idéia serviu para alguém! Faz uma semana que ele terminou a leitura. Achei que ele fosse começar outro livro mas por enquanto nada. Tanto livro bom que ele podia ler... oh well. Quem sabe ele está descansando o cérebro depois da leitura? Espero que ele repita a dose. Foi legal assistir.

Também tenho alguns clientes, geralmente aposentados, que vem ler seus jornais aqui. Tem esse senhor inglês, um velhinho muito doce que sempre vem tomar um cappuccino e comer uma fatia de bolo a tardinha.  Adoro conversar com ele. Ele morou na África, onde as filhas cresceram, e tem tantas histórias fascinantes para contar!

Outro grupo de clientes vem de uma escola há uns 200 metros da cafeteria. São as mães que largam os filhos na escola e vem se encontrar aqui para fofocar umas das outras. Sem querer acabo ouvindo as conversas e oh my, se morderem as próprias línguas morrem envenenadas.

Todas as quarta-feiras um outro grupo de mães reúne-se aqui. São todas mães de bebês de uns 3-4 meses. Isso aqui fica virado num estacionamento de carrinhos/berçário. Uns bebezinhos fofinhos que mamam feito terneirinhos!

Legal que já tenho clientes frequentadores assíduos. E sempre aparece gente nova. Eu recebo vários elogios pelo local. Todo mundo gosta dos cafés e da comida e todos retornam. Isso é bom sinal, não é?

Também descobri que sei cozinhar. Não que eu goste, mas pelo jeito me viro bem porque as pessoas elogiam.

Agora que tenho internet aqui na cafeteria, escrevo mais seguido. Tenho várias coisinhas para contar mas por hoje é isso mesmo.



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Alexmoon Café

Não tenho tempo para nada. Então, um update muito rápido. Abrimos o café há uma semana. Antes de abrir foi a maior função, incrível quantos mil detalhes ($$$$) para organizar. E agora que está aberto, outra função. Aí embaixo umas fotinhos.

Conto mais quando der.








Alguém quer um café?




quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Montando um café (I)

Continuo trabalhando bastante (para poder começar a trabalhar! Humpf!), mas quase lá.

Cadê as prateleiras da cozinha? "Alguém" ficou de encomendá-las e até agora nada.

A frente do café está quase toda pintada, o pintor disse que termina amanhã até o meio-dia. Está ficando lindo.

Achei que não poderia colocar o chão nos dois ambientes que tenho no fundo da loja porque o orçamento que me foi dado estava super salgado. Mas eis que no domingo, eu e a Rachel vínhamos carregando uma tela de madeira enorme e pesadíssima e passa por nós um carinha oferecendo carona. Achei que a cara era conhecida, mas eu sou uma anta para reconhecer as pessoas fora do lugar onde sempre as vejo. Para resumir a história, aceitamos a carona e ele disse que sim, era o fulano do clube de corrida que reformou o apartamento do Ben  também do clube de corrida, e que não, ele não passa por aí na rua oferecendo carona para mulheres que ele não conhece... ai.

Bom, ele acabou medindo meu chão e me dando um orçamento que saiu a metade do que o carinha anterior tinha pedido. Fiquei contente pois esses dois ambientes estão servindo de estoque no momento e o chão é só um cimento e queremos converter esse espaço em uma cozinha de verdade, quando entrar ££££. Agora vou poder fazer o chão.

Mas, sempre tem a lei da compensação. Queremos um toldo para cobrir as mesinhas de rua da frente do café já que aqui, durante os 10 meses de inverno, chove quase todo o dia (legal, né não???). Então ontem, o  cara do toldo veio medir e dar o orçamento. Eu vi o catálogo. Não é que ele estava me enrolando. Um toldo custa uma fortuna. Deprimi.

Outra foi o letreiro. O carinha ofereceu para fazer a arte. Fui ver ontem. Ficou horrível, coitadinho. Duas meia lua com carinhas de cada lado do nome do café. Ui! Agora mais esse pepino. Eu preciso de um letreiro e um logo!!!

Tenho que ir. Preciso aprontar o café. Não vejo a hora de estar pronto e funcionando.