Tá muito frio, ninguém merece! Eu preciso de sol, de luz, de calor. Sou uma pessoa do verão, me sinto muito melhor e fico bem mais bonitinha durante o verão. O inverno me deprime, me deixa mal humorada e me embagulha. Tô reclamando de barriga cheia (sim, cheia, como sempre acontece em dias frios e eu não paro de me empanturrar com carboidratos)? Vem passar quase 1 ano inteiro no frio para ver o que é bom! Quando te deres conta que o verão dura só umas mirradas 2 semaninhas quero ver o quanto aguentas.
Sabe o que acontece com a minha pele no inverno? Eu não fico branquinha marfim feito a Nicole Kidman. Eu fico com uma cor desbotada, com cara de doente, cheia de manchas visíveis na pele. Meu cabelo fica espigado, opaco. E o pior de tudo, eu não consigo parar de querer comer doces, biscoitos, bolos, chocolates e beber vinho. Muito saudável, não!? E sair para dar as minhas corridas? Sempre um sacrifício com esse frio, fora que quando há alguma luz eu estou enfurnada no trabalho ( e para quem não sabe, eu trabalho das 9 às 3:30). Ou seja, correr= fins-de-semana ou no escuro.
Houve uma época em que eu gostava de inverno. Mas daí eu morava numa bela casa com lareira, pinhão, quentão e mal dava tempo de enjoar e lá vinha a primavera. Aqui parece que o inverno dura para sempre.
Eu moro num outra bela casinha (adoro minha casinha), num hemisfério, paralelo e latitude completamente diferentes, tudo diferente. Com aquecedores em todas as peças. Onde eu bato a porta e deixo a casa sem receios de que seja arrombada (sem muros ou grades). Onde, se eu quiser, posso voltar no meio da madrugada sozinha, de carro ou a pé, sem ser assaltada, estuprada ou assassinada pela cobiça do meu relógio de pulso vagabundo ou dos trocos na minha carteira.
Como eu sempre digo para quem me pergunta o que eu faço por aqui quando ficam sabendo que venho de um país paradisíaco: "cada lugar tem seus altos e baixos, tudo depende de onde os pós e contras pesam mais ou menos na balança de cada um..." Sabe o que eu quero dizer? É algo pessoal, um particular de cada pessoa. Mas eu sinto falta de todas as coisas boas da minha terra natal. Assim como eu também sei que seria muito difícil e dolorido abrir mão de todas as oportunidades que eu tenho por aqui. A mais importante de todas, para mim, é o ser eu. Me sinto mais livre para ser quem sou, ou até para me re-inventar quando me bem calhar (mais sobre o assunto numa outra oportunidade). Aparentemente é um sentimento comum às pessoas imigrantes. Seja lá o que for, me faz sentir livre e isso é bom.
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Estou no finalzinho do livro "American Gods". Ainda não sei se estou gostando, acho que meu veredito final vai ser quando eu terminá-lo. Estou com grandes expectativas e espero que "Shadow", o personagem principal, não me decepcione. Por sinal, ele me lembra muito do H, meu hairstylist no Brasil. Não pergunte.
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Esse fim-de-semana está quietinho. Porque fui preguiçosa o suficiente pra não levar a cachorra para passear durante toda a semana, bateu a maior culpa e levei-a para uma caminhada de quase 3 horas hoje. Um frio que ninguém merece, mas lá fui eu. A cachorra corria enlouquecidamente e eu caminhava velozmente para não congelar. Foi bom. Siberiano, mas bom. No que cheguei em casa, me meti embaixo das cobertas até o corpo parar de tremer.