quarta-feira, 3 de julho de 2013
Nada como um dia depois do outro
segunda-feira, 18 de março de 2013
Conselho depende do ponto de vida do observador
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Livro: The Help
“The Help” é cheio de ironias, personagens e relacionamentos fortes e convincentes. Faz rir e horroriza na dose certa. Gostoso de ler. Li em menos de uma semana.
Ah! Sei que saiu o filme há pouco. Não li as críticas mas eu DUVIDO que faça jus ao livro. Aposto que é fraquinho porque o diretor vai enfatizar apenas o eixo da história (americano adora um draminha sobre “maus” x “bons” cheio de estereótipos) e não vai capturar as nuances e riqueza nos relacionamentos e personalidade das personagens. São tantos livros bons que são estragados quando colocados nas telas, perdendo toda a sutileza, complexidade e força da narrativa. Esse vai ser mais um.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Livro: The Book With No Name
Título: The Book With No Name
Autor: Anonymous
Publicação: 2007
Editora: Michael O' Mara Books
379 páginas
Tipo, o Bourbon Kid era eu.... sai da frente!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Flash Forward
Já estamos no quinto ou sexto episódio da série por aqui. Até agora é bem joinha. Mas aposto que vai ser a mesma ladainha de tudo que é série que aparece e não vai terminar nunca. Aposto que vão estragar.
Voltando ao Flash Forward, porque eu tinha gostado da idéia por trás do seriado, consultei meu oráculo e descobri que o seriado foi baseado no livro que leva o mesmo nome, publicado em 2000 e escrito por um autor canadense, Robert J. Sawyer. Encomendei o livro? Sim! Li? Sim! E gostei muito. E juro que não estragou o seriado porque as únicas coisas em comum são o planeta ter experienciado visões do futuro durante um desmaio coletivo e o nome da personagem principal do livro ser o mesmo nome de uma personagem secundária do seriado. Só. E tendo lido o livro eu estou salva porque se o seriado me decepcionar ou arrastar-se ad infinitum, o livro valeu a pena.
No livro, o planeta inteirinho perde a consciência por exatos 2 minutos e sim, as pessoas se vêem no futuro, mas em 21 anos no futuro ao invés de apenas 6 meses. Não tem FBI nem grandes investigações envolvidas como no seriado, tudo se passa na Europa envolvendo um experimento com partículas atômicas no super acelerador do CERN (Organização Européia para Pesquisa Nuclear). A projeção coletiva da consciência teria sido um efeito colateral impossível de ter sido previsto durante um experimento conduzido por Lloyd Simcoe, o único nome de uma personagem do livro que o seriado toma emprestado, porque até os papéis são outros.
O livro levanta questões sobre livre arbítrio, se o futuro já está escrito ou pode ser mudado, escolhas e, surpreendentemente, sobre imortalidade.
A leitura é muito boa, a história é bem costurada e flui. Só as personagens são insossas, não tem um herói principal daqueles por quem a gente torce e sofre junto. Eu achei que faltou emoção e empatia para com as personagens. Mas com certeza é uma ótima história de ficção científica e tenho certeza que o seriado não chegará aos pés do livro.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Livro: Out
Título: Out AMEI. Muito bom mesmo. Totalmente inesperado mas valeu a pena sim. Quer saber, essa tal Natsuo Kirino merece ser a “Rainha da Literatura Criminal Japonesa” (minha tradução livre do Guardian, swallow it).
Vamos à trama.
Out começa devagar, quase parando. Começa descrevendo em capítulos distintos as pesonagens principais: Masako, Yayioi, Yoshie e Kuniko (vai te acostumando com os nomezinhos, se fores anta em japonês como eu). Elas são quatro mulheres que vivem nos subúrbios de Tóquio, com histórias de vida completamnete diferentes mas que por essas coisas da vida trabalham juntas durante a noite numa dessas empresas que preparam esses almoços prontos que o pessoal de escritório, etc compra na hora do tal almoço. Tá, deixa eu explicar melhor ( e me dêem um desconto porque eu não moro no Brasil há mais de 10 anos): aqui, e pelo jeito no Japão, teu empregador não paga teu almoço. Então, a criatura tem que ir numa Boots da vida (equivalente à Panvel em Porto Alegre) e comprar um sanduba ou uma outra bandeijinha de plástico qualquer com uma salada, ou massa fria pronta, ou um curry indiano, ou etc. Esse é o almoço da grande maioria dos londrinos. Claro que tem sempre gente, como eu, que carrega marmita.
Pois bem, essas quatro mulheres, que não tem nada em comum, trabalham juntas como uma pequena equipe no chão da fábrica durante toda a noite. Retornam à suas casas e famílias pela manhã. É um trabalho duro (dãããããã) e elas tem seus problemas particulares para enfrentar em casa: Yayoi é uma viúva que tem que cuidar da sogra bruxa mesquinha inválida; Kuniko é daquelas peruas que não tem onde cair morta e está atolada de dívidas, mas sempre mantendo a pose e mostrando uma vitrine de chique (breguíssima) e de quem não tem que se preocupar com dinheiro; Masako tem um filho adolescente que não abre a boca há anos e odeia os pais, além do marido estar tão distanciado no mundinho dele (ou ela no dela?) que nem tem mais jeito; e Yoshie, com dois filhos pequenos em casa, não aguentando mais as infidelidades e perda de dinheiro suado (que ela ganha trabalhando a noite) do marido em cassinos, numa bela manhã telefona para a colega Masako pedindo ajuda para se livrar do corpo do marido que ela acabara de matar. E Masako responde “Claro, eu ajudo.” As quatro mulheres acabam envolvidas em dar sumiço no corpo. A polícia encontra o primeiro suspeito, o dono de um cassino /puteiro que acaba tendo que fechar os negócios e, furioso, resolve ir atrás dos verdadeiros culpados. Eventualmente Masako se dá conta que um monstro foi acordado...
As personagens (não só essas quatro mulheres) são muito bem construídas e realísticas. É definitivamente uma história complexa e muito bem costurada. Vai lá no âmago da loucura pessoal, chega naquele lugarzinho escuro e proibido onde a pergunta que paira é: até que ponto você iria para escapar de uma vida sem sentido e sem saída?
Sim, o enredo começa quietinho e até enjoadinho, mas de repente o leitor é jogado numa trama emocionante de caça ao rato e vamos ver quem é mais esperto. Tem um tanto de horror, sangue, morbidez e suspense (afinal, a mulherada cortar em pedacinhos o defunto para espalhar pela cidade na tentativa de não deixar traços é só o começo).
Tem até um brasileiro metade japa e imigrante que, de tarado, vira amigo do peito. Tem um tanto de denúncia em relação às condições das mulheres na sociedade japonesa (se é que é assim porque eu confesso que desconheço a situação). Mas na minha modesta e super pessoal opinião, o forte está no desenvolvimento das personagens, no jeito que não interessa os motivos mas a ligação forte, a empatia (mesmo toda errada) que cada personagem provoca no leitor. É uma história estranha (cantei a pedra na minha primeira impressão) mas que vale a pena.
Bem, esse é o primeiro livro traduzido para o inglês da mais bem sucedida escritora japonesa contemporânea do gênero crime. “Out” recebeu o prêmio Naoki e o prêmio na categoria melhor crime/mistério no Japão.
Quer ler algo que vai te deixar dias pasmado e em luto por ter terminado o livro? Leia “Out”. Detesta o gênero crime mistério? Nem te dá ao trabalho. Não te interessa o gênero, mas uma boa história muito bem escrita? Reza para alguém bom traduzir para o português. Vale a pena. Bom pacas.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Livro: The Angel’s Game (O Jogo do Anjo)

Título: The Angel's Game (O Jogo do Anjo)
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Publicação: 28 de maio de 2009
Editora: Weidenfeld & Nicolson
441 páginas
(Original em espanhol publicado em 2008)
Esse é o mesmo autor de The shadow of the Wind, livro bom pacas.
The Angel's Game se passa em Barcelona, na década de 20, onde encontramos David Martin, um escritor talentoso que teve uma infância sofrida. De natureza solitária, David mora num casarão abandonado que guarda uma história sinistra. David é daquelas pessoas de boa índole e capazes mas com uma vida cheia de obstáculos e dificuldades em que nada parece possível: o dinheiro é sempre curto, a mulher amada não pode ser sua, seus editores inescrupulosos exigem que publique seus trabalhos sob um pseudônimo e para arrematar descobre que possui uma doença fatal. Desculpem meu francês, mas o cara tá fodido!
Um dia, um editor francês esranhíssimo o procura oferecendo uma enorme quantia em dinheiro para que David escreva um livro que mude a vida das pessoas, um livro com uma religião nova. A idéia soa meio sinistra mas David não vê a hora de livrar-se dos editores para quem trabalha e poder publicar sob seu verdadeiro nome. David explica ao francês que seu contrato não permite que ele simplesmente deixe seus editores e o francês responde que eles não serão nenhum obstáculo. Resultado: os editores morrem num incêndio...
Enquanto relutantemente trabalha para o editor francês, David escreve seu próprio livro e ainda ajuda seu melhor amigo reescrevendo o trabalho dele também. Só que quando os livros são publicados, é o livro do amigo – escrito por ele! – que vira um sucesso enquanto o seu recebe pesadas críticas.
Não vou contar toda a história e olha que até agora contei só um tiquinho que dá para ler na orelha do livro. Admito que Carlos Ruiz Zafon tem o dom de contar histórias, ele sabe fisgar o leitor. Só que enquanto o livro promete, não cumpre. Acaba virado num labirinto cheio de caminhos sem volta e enquanto eu tinha fé de que desembocaria na saída do labirinto... bem, me senti traída. A história terminou e me deixou pasma. Sobre o que foi todo esse corre-corre???
O bom do livro é que transporta o leitor para as ruas de Barcelona, dá quase para sentir o cheiro! Também carrega o leitor para o "Cemitério dos livros perdidos", um labirinto secreto de livros que fica debaixo de Barcelona, tão grande que dá para se perder lá dentro. A história é cheia de mistérios, mentiras, mortes, romance, segredos e várias doses de sobrenatural.
Enfim, mais idéias boas do que dom para tecê-las e finalizá-las de maneira convincente. Mas vale a pena ler, é daqueles livros de não querer largar. Mas nada assim tão especial para ter tido tanta repercussão aqui por essas bandas.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Livro: Uma carta por Benjamin

Tíulo: Uma carta por Benjamin
Autora: Jana Lauxen
Editora: Multifoco
Publicação: abril de 2009
136 páginas









