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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Que bom quando tudo dá certo


No domingo passado foi a rústica de verão do meu clube de corrida. Como é o clube que organiza, nós não corremos porque precisamos de todos os voluntários possíveis para ajudar no evento. Eu sou a responsável pelas inscrições e lá em abril já começo a receber solicitações pelo correio. Quanto mais perto do dia da corrida, mais inscrições chegam  e esse ano nós tivemos o nosso limite de corredores inscritos ( 350 ) quase uma semana antes da corrida.  

Sabe quanta gente apareceu no dia querendo se inscrever e simplesmente  não tinha lugar??? O nosso seguro só cobre até 350 participantes, então realmente não tinha como espremer mais gente.

O domingo amanheceu nublado mas não choveu e ainda bem, deu tudo certo. 

Corredores na largada

Carolyn abraçando o "poste" porque alguém acidentalmente puxou o cabo e o arco começou a desabar.  

E lá vem os entusiastas no começo dos 10 km!

No começo da corrida todos tem energia.


E esta tem que ser a melhor foto do dia. O Andy é muito engraçado!
Temos recebido vários emails nos parabenizando pela organização e agradecendo pelo evento. Um alívio que deu tudo certo. Muito orgulho do meu clube.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Relato da Maratona de Paris - 7 de abril 2013


Fui para Paris de Eurostar com outras 19 pessoas do meu clube de corrida. Enquanto 9 correram a maratona, as outras  11 foram como torcida de apoio. É bacana você ouvir os amigos gritando o seu nome e encororajando ao longo do percurso, principalmente quando tudo o que se quer é desistir, que a tortura termine de uma vez.


Sexta-feira - 5 de abril

Chegamos em Paris no meio da tarde e fomos direto ao hotel. O hotel era bem bonzinho, tudo limpinho e bem localizado. Depois de fazer check in e largar as bagagens fomos até o centro de exposição da maratona para entregar o exame médico, pegar os números e a sacolinha dos brindezinhos bestas e dar um olhada na exposição.



A noite, tínhamos reserva numa brasserie perto do hotel. Fazendo parte de um grupo de 20 pessoas, todos corredores onde 9 iriam correr uma maratona no domingo, você teria certeza que vinho e cerveja estariam fora dos pedidos, não? Ha! Tudo começa com "só um cálice" aqui, "só uma cervejinha, afinal, estamos em Paris" ali e pimba! Somos os últimos a deixar o restaurante, alegres e contentes e com o cérebro nadando em vinho e cerveja.


Sábado - 6 de abril

No dia seguinte... um grupo de corredores perambulando por Paris, sendo uns com mais e outros com menos ressaca. O dia estava lindo e só porque passamos bem em frente, resolvemos dar uma paradinha no Les Deux Magots, o tal café que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir costumavam frequentar. Sempre tinha ouvido falar que garçon francês é super grosseiro e estava convicta que era difamação pois em todas as vezes que estive na França nunca tinha sofrido nas mãos de nenhum garçon mal educado. Tolinha, fui finalmente batizada no café Les Deux Magots. Pensei que o garçon fosse nos bater quando pedimos uma mesa. Juro que me deu medo. Deu também uma vontade malvada de dar uma de inglesa e pedir água da torneira, mesmo que não fosse beber. Mas acabei pedindo uma diet coke quase debaixo da mesa de tão encolhida. Por sinal, foi a diet coke mais cara que paguei na vida, 7 euros e 30 centavos por uma garrafinha! Não, não vi nada demais no Les Deux Margots. 




Atravessamos o rio Sena, continuamos perambulando e não pude resistir, tive que comer um crepe de nutella com banana. Como eu gosto de crepe em Paris!

A noite conseguimos encontrar um restaurante italiano onde fomos cedinho nos entupir com mais carboidratos - sem álcool para mim dessa vez - e retornamos ao hotel, afinal, amanhã seria o grande dia.




Domingo - 7 de abril - Maratona

Acordamos cedinho e depois do café da manhã pegamos o metrô lotadinho com outros tantos corredores que também se dirigiam ao Arco do Triunfo, onde era a largada ( e final ) da maratona. Um mundaréo de gente.



Um dia lindo de sol apesar de estar ainda friozinho por ser muito cedo. Filas imensas para os cubículos espalhados pela área. Tive que encarar a fila porque a minha bexiga sempre resolve se fazer presente antes de uma corrida, muito chata. Uma eternidade depois, finalmente chegou a minha vez. Não sei da onde o corpo consegue produzir tanto xixi.

Me dirigi para a largada que aconteceu na hora prevista mas era tanta, mas tanta, mas tanta gente que cruzei o ponto de partida uma hora depois. Sim, eu estava lá no fundão, não vejo porque me meter lá na frente quando corro a lá pangaré e principalmente quando tem chip para controlar o tempo do ponto de partida ao ponto de chegada.



E adivinha quem resolveu dar o ar da sua graça logo na saída? A chata da bexiga! Adivinha se agora haviam cubículos espalhados? Claro que não. Vi um montão de corredores fazendo xixi nas esquinas. Homens, claro. O processo é bem mais complicado para nós mulheres e uma mera esquina não é o suficiente. Comecei um mantra mental “isso é emocional, tu não precisa fazer xixi, já descarregou um galão há pouco tempo, segue”. Mas a chata da vontade era insistente, não me largava.
Menos de 10 quilômetros depois e estávamos passando por um parque. As moitas estavam ressecadas e não tinha como se esconder totalmente mas não pude evitar. Me enfiei na melhor moita que eu encontrei (um bando de corredores fazendo a mesmíssima coisa) abaxei as calças e fechei os olhos. Se eu não posso ver os outros, os outros não podem me ver também. Então, protegida por uma semi moita ressecada, com meu amplo bundão de fora, de olhos fechados e rezando para ninguém chegar muito perto, descarreguei 2 galões de xixi.

De volta ao percurso, me senti aliviada e mais leve. Retornei ao meu trotezinho, tudo o que eu queria era completar a maratona.

A cada 5 quilômetros nos ofereciam água, laranja, banana, cubinhos de açúcar e uvas passas. Eu me atracava nos gomos de laranja. Meu corpo pede laranja quando eu corro, eu adoro corrida que oferece gomos de laranja. Só por isso eu resolvi que a maratona de Paris era a melhor do mundo.

Tudo foi indo muito bem, meu passo era consistente, me sentia ok. Nem me lembro em que altura passei pelos nossos torcedores que foram uns fofos gritando meu nome. Teve um, o Richard que saiu correndo atrás de mim e até tascou um beijo! E eu me sentia bem!!! Só que essa foi a minha terceira maratona, eu sei que de repente tudo muda. Foi lá pelo quilômetro 30 que eu comecei a sofrer. O corpo dói, as pernas dóem, tudo dói. Aí tem que ficar o tempo todo mandando embora aquela vozinha maquiavélica que tenta te convencer que tu não vai conseguir e que tá tudo errado. Tem que ficar se convencendo que vai dar sim, que é apenas mais 1 hora e poucos, já correu tudo isso, corre mais um pouco e etc, etc, etc.

Eu pensava no Rafa. Já pensou a cara de decepção se a mãe dele não completa a maratona, não leva uma medalha pra casa? Não, eu tinha que seguir em frente nem que tivesse que me arrastar. Lá pelo quilômetro 33 eu não conseguia mais correr. Mal caminhar. Me sentia a moura torta. Um brucutu destemido. Sério. “Caminhei” por 5 quilômetros. Não vi nada, não vi paisagem, nem tirei foto. Até meus dedos doíam! Eu só conseguia olhar para o chão já que levantar o pescoço doía também. No quilômetro 38 voltei a “correr”. Faltava muito pouco agora.
42.16 quilômetros depois e cruzo a linha de chegada. Que alívio! E não fui a última, não. Uma enxurrada atrás de mim.

De volta ao hotel, tomei um longo banho e, enquanto meus amigos faziam happy hour, fui dormir. Corridas sempre me dão vontade de dormir depois.
Nos encontramos no mesmo restaurante da sexta-feira para jantar. Comi um filezão maravilhoso e bem ensanguentado com batatas sautée. Divino. Entre uma garfada e outra, planejávamos onde seria a próxima maratona.





Segunda-feira – 8 de abril

Hora de voltar pra casa. Pernas doloridas da corrida e gargantas roucas da torcida. Chegamos em Londres às 3 da tarde.

Dei minha medalha para o Rafa.

Adorei a maratona de Paris. Não é tão alegre e festiva como a de Londres, mas bem legal. Eu sou um zero a esquerda como corredora mas sei lá porque tenho essa fixação com maratonas. Ano que vem quero correr outra. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Treinar para mais uma maratona? Claro, barbada...

Sabe quando é a maratona de Paris? No próximo domingo. Sabe como foi o meu treino? Muito decepcionante. 

Eu comecei bem, super bem. Comecei o treino em outubro. Vinha seguindo a planilha mais do que bem: quando dizia 10 km eu corria 12, quando dizia 6 km, eu corria 8. E saía para correr religiosamente 5 vezes por semana. Achei que as férias no Brasil em dezembro/janeiro fossem me desviar do meu treino, mas não. Consegui manter. Daí eu volto para Londres, continuo firme, só que começa a nevar. Mas eu saio para correr mesmo com neve. Só que neva demais. Mas eu não dou o braço a torcer e vou para a esteira. E então, é quando o drama começa. Primeiro é uma dorzinha muito chata na parte da frente das canelas - split shins - e logo em seguida a chata da cintura direita resolve não bem doer, mas, digamos, se fazer presente. Claro que eu resolvo ignorar. Teimosa, vou "correr" na rua e não demora muito para eu estar tão seriamente capengando que finalmente dou-me conta que realmente não dá mais. Sem outra opção, tiro uns dias de descanso. 

Quase duas semanas depois e não sinto mais nem a cintura direita nem as canelas. Aliás, me sinto tão bem que me dou conta que tinha um amontoado de dores que eu vinha ignorando e que agora se foram.Viva! Um corpo novimho e descansado. Vou poder participar da corrida de 33 km (20 milhas) que se aproxima.

Quase 2 semanas sem correr parece nada, mas conta horrores num treino. Essex 20 milhas é a minha primeira corrida (e no caso, a única) antes da maratona, aquela para testar como vai indo o treino. O dia estava bom, não muito frio e sem chuva. O percurso foi bem legalzinho, sem nenhuma subida horrorosa, ondulado na medida certa. Apenas 3 voltas num vilarejo fofo, com vaquinhas e cavalos nos olhando pela cerca. Entrei na segunda volta me sentindo super bem e forte, vai ser sopa, pensei. No final da segunda volta e eu nem acreditava que estava indo tão bem. "Se continuar assim vou terminar em menos de 3 horas! Que beleza!", pensou a delirante.

Bah! Mal começo os últimos 10 km para o corpo e a cabeça começarem a incomodar. Meu trote começa a diminuir drasticamente, todos os gordinhos e asmáticos do mundo começam a me passar e eu vou ficando cada vez mais pra trás. Faltam 5 km para terminar e eu estou quase me arrastando. Depois de uma eternidade, finalmente cruzo a linha de chegada. 

Completei a prova em 3hs 12 mins 21 segs. Muito decepcionada com a última volta. Mas deixa, "ainda tem tempo, ainda posso correr atrás", pensou a esperançosa.

Dois dias depois saio para correr e adivinha quem me ataca com tudo? Esta porcaria desta dor na cintura, do lado direito, parece que é no osso, parece na coxa, eu nem sei, só sei que me faz capengar feio. Desde então parei de treinar para a maratona em si. Faz mais ou menos 1 mês que eu chutei o balde. E na sexta-feira estou indo para Paris. 

Se eu vou correr a maratona? Nem que eu me arraste, mas eu cruzo a linha de chegada!

(Ah! Mas uma coisa boa veio disso. Quando me dei conta que não ía poder mais treinar para essa maratona, fui experimentar yoga - sempre quis - para dar uma alongada nesse corpo. Gostei tanto que não sei como vivi sem até então. Tenho praticado quase todos os dias).


domingo, 6 de junho de 2010

Hot in the city


O sol apareceu todos os dias essa semana. Estava quente, gostoso, parecia verão de verdade. Luz muita luz! As pessoas nas ruas em roupas leves e sorrisos. Os jardins dos pubs lotadinhos. Foi especial mesmo.

Mas a maior sorte foi que essa semana, além de linda, foi de férias, foi half-term! Half-term é o seguinte: as escolas dividem o ano letivo em três períodos ou terms (outono, inverno e primavera). Cada período ou term é dividido em duas partes e bem no meio vai uma semana de férias, ou seja, são sete semanas com aulas e pausa de uma semana para respirar, mais sete semanas e assim por diante. E entre um term e outro tem as férias do Natal e da Páscoa (mais ou menos duas semanas cada uma). As férias de verão didvidem um ano letivo do outro e duram seis semanas.

Pois então, o fato é que essa última semana não teve escola e o responsável pelo tempo foi bacanérrimo e mandou um dia de sol atrás do outro!

Durante esses dias:

Eu e Rafa percorremos Beckenham de bike.

Levei a Daisy para passear.


Fui obrigada a "perder" umas quatro horas de um sábado lindo dentro de um salão arrumando o cabelo que estava um horror. Não é exagero, a verdade é que eu tenho cabelos brancos, muitos, demais.



Não, o resultado foi medíocre com sempre.As mechas feitas como a cara. Aliás, pintaram até a minha testa, saí toda manchada. O que tem de errado com essa gente? Até hoje não encontrei alguém que pinte o meu cabelo direito aqui nesta terra. É a mesma história, como as das unhas...  mas hoje não estou com vontade de discorrer sobre o asssunto.

Mais um salão riscado.

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Domingo foi o dia da nossa corrida de rua. As 8:30 da manhã eu estava no clube ajudando a organizar. A largada foi as 10:30. Do nosso clube tivemos um time de homens e um time de mulheres. O restante trabalhou como fiscal de corrida, etc.


Nessa mesa ai em cima é onde os corredores que deixam para registrar-se no dia foram preencher ficha e pegar um número. Foi ali que eu ajudei antes da largada...




Durante a corrida eu ajudei num dos postos de água.


Foi legal ver todos aqueles corredores passando em diferentes velocidades.



Esse ai em cima foi o que ganhou a corrida. Ele é corredor do nosso clube que, apesar de ser um clube pequeno, anda cheio de talentos.

A campeã feminina é esta abaixo. Ela corre pra caramba, corria conosco mas porque precisava de um treinador agora corre para outro clube, o Dulwich. Nosso clube é o second claim dela, mas ela só pode correr conosco quando o Dulwich não estiver participando. O que não foi o caso.



Eu sempre que vejo fotos de corredores, principalmente de corredores que conheço pessoalmente, fico pasma em como ficamos feios, ogros mesmo enquanto correndo. É muito difícil sair bem na foto num momento desses. Eu tenho bytes e bytes de fotos minhas que são uma coisa de louco! Um dia publico uma postagem com as mais "lindas". É de chorar. Ou morrer de rir. Eu tenho uma, inclusive, que ganha de todas disparado! Hmmmmm... ótima idéia para uma futura postagem...


Estava uma manhã nublada mas super quente. Um corredor passou mal e teve que ser levado para o pronto socorro. Dois membros do comitê foram visitá-lo, averiguar se estava melhor e o encontraram sorridente e recuperado. Ufa!



Ainda bem que sempre temos uma ambulância e paramédicos no local durante as corridas.

Depois da corrida, teve chá, café, suco e guloseimas.

Alguns preferiram uma pint algo gelado e sentar na rua assistindo cricket enquanto aguardavam os resultados e a premiação.




Claro que tem sempre estraga prazeres que não ficam até o final. Mas muitos são legais e curiosos o suficiente para assistir a entrega dos prêmios.





Fomos elogiados pelo belo evento.

Foi bem legal!




sexta-feira, 28 de maio de 2010

Come on Beckenham!


Meu clube de corrida - Beckenham Running Club -  tirou primeiro lugar na categoria time misto no Green Belt Relay. O GBR é uma corrida de revezamento em torno de Londres. São 210 MILHAS percorridas por um time de 11 corredores. A prova dura 2 dias e é super divertido e cansativo porque em média cada corredor percorre mais ou menos 10 milhas no sábado e mais 10 milhas no domingo.

Então, na quarta feira teve comemoração, com direito a um bolinho.

Tudo bem que era um bolinho chumbrega, mas valeu a intenção, estavam todos contentes.



Essa semana eu aproveitei para colocar uma certa correspondência em ordem. Como já mencionei, no dia 6 de junho tem a corrida de rua (10km) e a responsável pelas inscrições pelo correio sou euzinha.

Já estamos com mais de 200 inscrições!


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Commitments

Essa semana está demais, clima super veranico.

Então a bonita aqui hoje levou na marmita uma bela salada com alface, tomate, pepino, pimentão, ovo cozido e atum.


Refrescante, deliciosa e saudável.

Para beliscar levei uvas bem docinhas.


Além de fazer algum tipo de exercício físico todos os dias, também resolvi tomar bastante água. No trabalho tem dado certo, coloco uma garrafa de 1 litro na minha mesa e vou bebendo devagarzinho.


Em casa também tem dado certo, toda vez que entro na cozinha eu bebo água. A quantidade de vezes que entro na maldita cozinha...

A noite teve reunião de comitê do clube de corrida. É claro que eu estou no comitê, ninguém mandou me convidarem. Não durou muito tempo e falamos sobre a corrida de rua que é organizada por nós (10K dia 6 de junho), sobre qual corrida colocar no calendário para novembro (nosso Grand Prix), finanças, etc. Assim que a reunião terminou fomos matraquear no bar.




Adoro esse meu clube. Não vejo a hora de voltar a correr. Não tenho sentido o quadril, nem a perna (inflamação da bursa). Uma hora dessas vou fazer mais uma tentiva.

Você faz parte de algum comitê? O seu é todo seriozinho ou é informal, amigável e descontraído como o meu?



domingo, 19 de julho de 2009

Festinha Anos 80


Fui numa festa de aniversário com o tema anos 80. Quando recebi o convite há alguns meses atrás, confesso que fiquei um pouco horrorizada, afinal, ter que ir fantasiada de anos 80 é o fim, pensei. Tá, a música era legal mas a moda da época... de chorar. Aquelas ombreiras gigantescas, um monte de maquiagem colorida na cara e o cabelão espanador. Que dor.

Mas com a festa se aproximando começou aquele alvoroço para encontrar alguma coisa anos 80. Eu queria ir como o Jason ou o Freddy Krueger só que como a mulherada só falava no lado fashion dos anos 80, eu acabei desistindo dos monstrinhos serial killers. Depois de dar uma pesquisadinha básica no meu oráculo google, fui para as lojas ver o que poderia encontrar. Fiquei chocada com a quantidade de roupas e acessórios anos 80 que encontrei. Quase tudo é anos 80 hoje em dia. As ombreiras, ainda bem, ainda não. Mas aquelas coresinhas amarelo limão, rosa "choque", verde limão... estão todas lá nas vitrines. As "polainas", as sainhas balonês... bah! Eu não gosto, não. Mas fantasia é fantasia. Cheguei a arrecadar algumas dessas peças circenses, guardei o recibo, mantive as etiquetas e qualquer coisa seria só devolver esse lixo todo. Engraçado é que é como quando se está grávida e, de repente, aparece uma montoeira de mulher grávida barrigudíssima na rua, coisa que passava desapercebida antes. Então comecei a notar que a quantidade de mulheres e principalmente adolescentes vestidas com as tais famigeradas cores acima citadas era absurda. Bah!

A festa se aproximando e eu nada feliz com o meu outfit. O Michael Jackson morre e lá se vai a minha idéia de ir a lá Thriller. Já pensou quantos iriam aparecer assim??? E se você decidir consultar o google quanto a moda anos 80, o que mais dá é a Madonna. Putz. Daí que consultando assim e assim, me deparei com a Siouxsie Sioux. E uma coisa puxa a outra e pronto, fiquei na pilha de ir tipo dark/goth anos 80. Entrei numa loja super High Street e achei o vestidinho perfeito. Calças ciclista de renda, cruz no pescoço... só faltou a bobona da Rachel que me abandonou estar aqui para dar uma mão na makeup porque continuo uma negação nesse departamento. Ela teria arrasado. Não só na minha makeup como também no modelito dela. A festa era bem para ela ter ido. É uma pirralha, era um nenê durante os anos 80 mas ela teria tirado de letra.

Enfim, chegou o dia da festa e eu consegui me fantasiar de Madonna from Hell. Pronto, agora já tenho roupa para o próximo Halloween, hooray.

A festa estava ótima! Todos os convidados se esforçaram, tinha os Blue Brothers, rock stars, Ghostbusters, a Madonna Like a Virgin grávida de 9 meses (!!!), Adam Ant, Crocodile Dundee, Boy George, uma criatura vestida de celular gigantesco (lembra como eram uns tijolos???), o Mark Knopfler, umas coisas que eu não identifiquei, muita gente simplesmente fashion anos 80 e o DJ foi ótimo. Pena que durou pouco, eu jurando que iria virar a noite dançando e não eram nem 2 da manhã quando terminou tudo. Eu quero mais festa assim mas que vire a noite!!!


Os anfitriões: Lobisomen Adolescente e Madonna Like a Virgin


Os Blue Brothers com as minas.


Smurfete e aquela do Scooby-Doo (Daphne???)


Crocodile Dundee e Boy George na esquerda.




Pô! E não tinha um Michael Jackson!!! E eu deveria ter seguido meus instintos e ido de Freddy Krueger sim!!!


domingo, 24 de maio de 2009

Muito tempo depois...

Já faz mais de um mês que estamos de volta à Londres. Só que tenho a sensação de que faz muito mais tempo. Muita gente aqui me perguntou se eu senti saudades de Londres ou se eu não teria vontade de retornar ao Brasil. O fato é que é muito estranho o sentimento. Quando digo que vou para o Brasil, tenho a impressão que estou indo para casa. Mas quando estou lá fico com saudades da minha casa em Londres e é onde sinto que é o meu lugar. Conversando com outras pessoas em situações parecidas, cheguei a conclusão que esse negócio de ser imigrante acaba esculhambando com o coração da gente: ele nunca está inteiro num lugar só. Nunca. A criatura está sempre meio despedaçada (e logo eu que não precisa de muita coisa para ser um conjunto de peças...).

Logo que chegamos o tempo estava super bom, meio que um veranico. Ótima distração para não sentir tanto a falta do que ficou lá do outro lado do Atlântico. Desde então já tivemos chuva, frio, vento e, desde sexta-feira, dias lindos e quentes mais uma vez (quentes para Londres, porque quente mesmo não está). Infelizmente não estou podendo aproveitar porque uma dor de garganta super forte resolveu se apossar de mim, com direito a tosse, mal estar, nariz ranhento e todas essas coisas chatas que acompanham as gripes. E também não aguento mais o comentariozinho "Mas não é febre suína, não?". Que engraçadinho...
Ah! E a previsão para amanhã é de chuva. Tudo de volta ao normal.

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Esse fim de semana aconteceu o Green Belt Relay (corrida de revezamento durante o sábado e o domingo cobrindo um total de 220 milhas ao redor de Londres). Claro que eu, metida e com um treinamento quase nulo no momento, estava inscrita. No time B, naturalmente (nosso clubinho inscreveu dois times). Minha corrida de sábado seria de manhã, em algum lugar ao norte de Londres, percorrendo 10 milhas. A corrida de domingo seria bem mais fácil, apenas 5.7 milhas. Eu, toda preocupada em não fazer feio (tô correndo mal mesmo ultimamente, sem tempo para treinar direitinho) mas mantendo a pose. Só que como já deu para perceber, tive que desistir e deixar colocarem outra pessoa no meu lugar. É que a garganta resolveu se manifestar com tudo na sexta-feira, trazendo junto a tal tosse de cão moribundo e tuberculoso. Para não deixar assim tão feio, ao menos ajudei no sábado, tirando fotos e sendo motorista de corredores. Conheci uns lugares lindos que eu nem sabia que existiam tão relativamente perto. E domingo caí de cama com tudo!

Recomendações antes da largada em uma das etapas.



Um dos pontos ao norte de Londres


Mais uma largada. Olha só o lugar!

Que tal uma pint ali naquele pub???


A freirinha aí embaixo foi buscar a dela.


Tem um time que sempre participa do Green Belt Relay. São essas "freirinhas" aí em cima. Sempre de óculos escuro e sempre com uma pint na mão. Sim, correm com o vestidinho e o véu (e provavelmente com a pint na mão...). Sempre acabam em último lugar na contagem final e levam para casa o prêmio de consolação: um assento de banheiro!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sorte

Há algumas poucas semanas atrás, o Rafa estava estudando os Tudors na escola. Tagarelando sobre o rei Henrique VIII, todo orgulhoso ele me contou exatamente quantas esposas ele havia tido, seus nomes e que fim levaram. Também contou sobre os costumes da época, a arquitetura, e etc.

Lá pelas tantas declarou:

-Que sorte a tua por não teres nascido na época do rei Henrique VIII!

- Ah, é? Por que sorte?

-Porque poderias acabar perdendo a cabeça na guilhotina.

Fazer o quê? Puxa que sorte a minha! Dei uma bela risada, por 3 segundos contemplei a possibilidade de perguntar o que exatamente ele queria dizer com isso e deixei assim.

Lembrei desse episódio porque depois de ler a postagem "I love you, but" da Renata, me deu coragem de fazer uma confissão. Sim, eu sou muito sortuda de não ter nascido na época dos Tudors. Mas o meu Consorte é muito mais sortudo ainda. Sortudo por eu não ter nascido o Henrique VIII porque neste último fim-de-semana ele teria com certeza ido para a guilhotina!!!


Maridos!


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Sábado tivemos nossa primeira corrida do ano: 10 km, cross-country com bastante lama, trilhas e sobe e desce. Consegui, pela primeira vez, ser a última a cruzar a linha de chegada. Fui a última do meu clube porque outras 3 pessoas cruzaram a linha de chegada depois de mim (detalhe: todos com mais de 70 anos...). Sabe quando tudo dá meio errado? E tudo começou com uma arranca rabo em casa. Lição: não empregar-se em pelejas conjugais poucas horas antes de uma corrida.

Sabe o que é o pior? Eu nem lembro bem sobre o que estávamos discutindo feito cão e gato. Pontu, pontu. Passô, passô...



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Fiz a feijoada. Ficou super gostosa. Obrigada, Mari! Entupi os gringos com caipirinha (valeu pelas instruções, Rachel!) e eles comeram bem felizes, repetindo e elogiando. Pelo menos isso deu certo.



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Os Britânicos consideram hoje, segunda-feira, 19 de janeiro, o dia mais triste, o mais deprê do ano. Hoje é "Blue Monday". Pesquisadores bolaram uma fórmula para chegar a esta conclusão e aparentemente, este ano, são vários os dados que justificam esse achado. Entre eles estão as contas do Natal chegando, a crise financeira mundial, o fracasso das resoluções de ano novo, o frio e a chuvinha fina que caiu o dia inteiro e por aí vai. Bem coisa de inglês! Dia mais deprê do ano??? Acho que não!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Jantar de fim-de-ano

Ontem foi a festa de Natal do clube de corrida...

Continua muito frio, daqueles de congelar o nariz. Mesmo assim, às 7 horas estávamos prontos para o nosso Christmas Paarlauf: uma corridinha de revezamento em duplas formadas pelo corredor mais veloz e o mais lento e assim sucessivamente. No frio e na noite sim porque aqui já está escuro desde às 4:30 da tarde!

Então, depois de correr alucinadamente retornamos ao clube para um banho quente e para vestirmos nossos panos festivos. A mulherada, como sempre, se esmerou nos vestidinhos e na maquiagem e alguns dos homens estavam charmosíssimos em tuxedos enquanto outros contentaram-se com jeans e uma camisa mais arrumadinha. Ao menos fizeram um esforço para não aparecer de tênis e camiseta.

O jantar foi preparado pela senhora que trabalha na cozinha do pub: peru, cenourinha, ervilhas e couve de bruxelas, tudo quase desmanchando de tão cozido demais. Batatas ao forno e mais umas gororobinhas que nem sei os nomes. A sobremesa foi um pudim de Natal horroroso com molho de creme. Ainda bem que tinha vinho e que era bem bom. Eu amo meu clube de corrida e por isso não me importei nadinha que a comida tivesse sido tão cretina. Rimos muito, brincamos muito e isso é o que importa.

Durante o jantar, um cara que eu não conheço (somos quase 70, não conheço todos) e que estava sentado na mesma mesa que eu veio com essa:

-O que se come no Brasil durante o Natal?

-Mais ou menos a mesma coisa. Na nossa ceia de Natal tem sempre peru com acompanhamentos.

-Ah! Peru também? Achei que fosse ser algo mais exótico, tipo "roasted cuckatoo" (arara assada).

- Não, é peru mesmo. As araras nós usamos como decoração na árvore de Natal ao invés das bolas...

Não resisti.