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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Além da base e do rímel - um evento French Chic


Não sei se já comentei antes e quem me conhece sabe: eu não sei me maquiar. Consigo tacar uma base, um rímel e um gloss ou batom natural. Na verdade nem sei porque perco meu tempo com gloss ou batom porque não dura nada na minha boca, eu atravesso a rua e já não tem mais nada. Eu sou atrapalhada, sabe? Além do que, esse negócio de perder tempo na frente do espelho aplicando e removendo maquiagem não é comigo. Sou daquelas que acorda de manhã,  passa uma água no rosto e pronto, nem escova o meu cabelo precisa (viva a escova progressiva. Tô sempre correndo, sou desorganizada e preciso que os dias tenham mais horas para eu poder fazer tudo o que preciso.

Mas acho o máximo quem sabe usar maquiagem. Acho lindo mesmo e as poucas vezes que deixei me maquiarem até cogitei tentar aprender. Quem me deixava lindona era a Rachel, ô bichinho que sabe fazer arte no rosto! Mas ela fugiu pra Suécia...

Então, quando a minha amiga norueguesa Cat sugeriu que contratássemos a Letícia e a Carole para uma noitada French Chic eu topei no ato. Melhor eu explicar.

A Letícia e a Carole são francesas, a Letícia é make-up artist da Max Factor e a Carole é personal stylist (consultora de imagem). As duas são sócias e oferecem seus serviços para pequenos grupos. Elas ensinam a aplicar maquiagem e dão dicas de como usar e jogar roupas e acessórios. Funciona assim: um grupo de no máximo 6 pessoas se reúne na casa de uma das aprendizes. No nosso caso, o evento aconteceu na casa da Cat, regado a vinho e petiscos. Sentadas ao redor da mesa com toda a parafernália que iremos utilizar na nossa frente (espelho, desmaquilante, tonalizante, hidratante, maquiagem, algodão, etc, etc, etc), a Letícia, usando a Carole como modelo, vai mostrando e explicando passo a passo o que fazer.  O grupo vai copiando no próprio rosto.

Elas vão explicando tudinho e até deram uma paradinha aqui e ali para me ajudar as mais atrapalhadas. Depois da maquiagem, a Carole fala sobre o que ela faz como consultora de imagem e dá uns exemplos de como jogar peças de roupa. Muito bacana o que ela mostrou mas como ela tem um corpinho de miss e bom gosto, ela fica bem até vestida com um saco de lixo. Dá pra contratar a Carole para organizar o guarda-roupa ou ir comprar roupas. Ela descobre maneiras diferentes de usar as peças de roupa que nem sabíamos que tínhamos.  Mas eu acho que nesse departamento de se vestir eu não tenho muitos problemas.  Também confesso que não me sentiria muito confortável com alguém fuçando no meu armário. Sei lá.

Realmente foi uma noite super agradável e divertida, adorei e recomendo. Nós tínhamos pedido uma aula básica, os princípios da maquiagem. Foi tão legal que estamos pensando em organizar outra noite French Chic, desta vez para aprender a esconder ou acentuar traços.

 E olha aqui embaixo o resultado do antes e depois:


Agora eu preciso de uma aula de como posar para fotografia. Tô sempre fazendo careta, que tristeza!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ice Bar

Finalmente fui matar a curiosidade e conferir o Ice Bar.

Fui em julho com minhas amigas Diane, Kelly e Rachel mas só agora deu tempo para realizar a postagem.

O que eu sabia do Ice Bar é que é todo feito de gelo, inclusive os copos onde servem as bebidas, que só pode ficar lá dentro por um tempo limitado, que te dão roupa de esquimó na entrada.

Para começar, o Ice Bar fica na charmosíssima Heddon St que é uma ruela da Regent St (bem pertinho da Apple Store). Na entrada tem um bonitão que informa o horário da próxima entrada ao Ice Bar, que a experiência dura 40 minutos no máximo, que a temperatura é  menos 5°C e que a entrada dá direito a um drink. Cobra £13.50 por cabeça e convida-nos a sentar no bar normal enquanto aguardamos a nossa vez. Como a lista de preços dos drinks é um susto, resolvemos aguardar no bar da esquina que é menos pesado no bolso.

Finalmente chega a nossa vez. Com o solzão e calorão que tá na rua, eu fico até que contentinha de ir conferir o bar de gelo. Nos entregam uns ponchos compridos e luvas e descemos as escadas que levam ao Icebar.

Aí vão as fotos da experiência num bar feito de gelo.





















Só tinha turista lá dentro. Eu tiritava de frio, meus pezinhos estavam azulando e depois que descobri um par de luvas penduradas no poncho eu não tirava as luvas por nada para comprar outro drink. Na verdade, não via a hora de sair de lá de dentro. Não é nada diferente de entrar num frigorífico limpinho e "ganhar" uma dose anã de vodka com suco de laranja num copo de gelo.

Duramos 30 minutos lá dentro, muito frio.

Achei bobo. Só para dizer que fui mesmo.

Fomos caminhando em direção a Charing Cross Station via Soho. Deu fome, então paramos numa dessas cadeias de Sushi. Até que gostosinho. Ou eu estava com a língua ainda anestesiada do frio no Icebar.


                            

Bonito, né não?


domingo, 4 de outubro de 2009

Banzo II: minha amiga Rachel




Eu sinto saudades da Rachel. Hoje estava eu aqui fazendo as unhas sozinha e lembrando daquela vez que resolvemos ir num negócio só de unhas aqui perto de casa. Concordei porque não lembrava o porquê de não ter o costume de ir fazer as unhas em nenhum salão aqui em Londres. Expliquei que o único jeito de uma boa manicure seria encontrar uma brasileira nos anúncios da Leros mas ela queria saber porque "é por que não tiram cutícula?" ou "é por que é caro?". Ah! eu sei lá! No meu cérebro só estava registrado que não valia a pena. Pois bem, fomos num sábado no tal negócio exclusivo e especializado em manicure e pedicure. Negócio da China! Um monte de parafernália, o troço parecia super profissional. Umas chinesas super mal educadas nos atenderam.

Resultado: cutícula elas não tiram, dão uma aparadinha insignificante nos lados, mas aquela camada toda de cutícula que cobria quase metade das minhas unhas, a moça deixou ali na maior cara dura. Na hora de passar o esmalte, bom, uma piada. Meu filho teria feito um serviço muito melhor! Porque elas desconhecem palito tomam o maior cuidado para não encostar na pele do dedo, então fica aquela faixa de esmalte no meio da unha. Ridículo. E cobraram 10 libras (oi! 39 reais!!!) pela palhaçada. Voltamos para casa com as mãos escondidas nos bolsos e fizemos nossa própria manicure ao som dos Mamonas Assassinas (achei o cd numa caixa e deu a maior nostalgia).

Hoje é domingo e eu queria a Rachel aqui para ir para Camden comigo. Ela sabe passear por Camden. Aliás, a guria é a melhor companhia para passear por Londres. Não tem tempo feio, tudo tá bom, tudo vira festa. Parceira de várias indiadas.

Uma das indiadas lendárias foi a vez que fomos convidadas para passar uma tarde caminhando no lodo na beira do rio. Um amigo em comum estava de aniversário e como ele mesmo disse "o aniversário é meu, eu escolho o que vamos fazer", não discutimos. Como envolvia um rio, eu ignorei as palavras lodo e lama porque nem passou pela minha cabeça que alguém fosse querer caminhar com lama e lodo até os joelhos para comemorar o aniversário. Tinha formado uma imagem idílica na minha cabecinha de pandorga que seria um lindo passeio pelas margens de um rio cristalino cercado por verde e ar puro. Ingênua que dói.

Fomos em uma turma de umas 20 pessoas, cada um na sua bicicleta. O rio era o próprio Tâmisa num pedaço horroroso e cheio de concreto. Na entrada combraram 10 libras por pessoa, nos forneceram galochas de borracha até as coxas e uma guia. Nunca tinha visto tanta lama ao vivo na vida. Nem quando dava enchente na Ferrugem. Pior do que eu vi na TV uma vez, onde uns caras se atolavam para pegar caranguejo (acho que se chama mangue - ignorância é phoda!). Mas pior foi o fedor, um cheiro de esgoto de dar vontade de vomitar! E aquele bando de abobados seguindo uma guia que falava sobre a flora (limo e o que mais mesmo???) e a fauna (sanguessugas, enguias e carcaças de siris) do Tâmisa e todas as coisas interressantes que o rio trazia (carrinhos de supermercados, laptops, bicicletas, pneus, tampinhas de garrafas, latas, etc). O cara simplesmente conseguiu encontrar o pior ponto do rio para ir passear.

Esse dia foi nomeado pela Rachel como "O dia em que fomos passear no esgoto". Perfeito.

Outra indiada braba foi eu ter concordado em ajudar numa feirinha beneficiente da igrejinha local. Pleno domingo maravilhoso de sol e de manhã bem cedinho lá vou eu carregando minha fiel companheira de programas toscos para trabalhar numa estante de quinquilharias de segunda mão. De graça.

Mas nem só de roubadas temos boas recordações. Quantas ressacas não curamos juntas??? Eu e a minha amiga Rachel fizemos muitas festas juntas, bebemos várias pints em vários pubs pela cidade, fizemos muitas compras e programas de mulherzinhas juntas, bebemos muito chimarrão e trocamos muitas confidências. Que saudades daquelas finais de tarde em que abríamos uma garrafa de vinho e tagarelávamos sentadas no pátio de casa... e já na terceira garrafa íamos azucrinar os vizinhos para vir beber conosco ou saíamos pelos parques atrás de raposas no meio da noite!

Amiga como a minha Rachel é coisa raríssima. É como uma irmã. Uma guria que vale mais que ouro. Toda linda, ela. Por dentro e por fora. Coração enorme, inteligente, divertida, autêntica... sabe aquelas pessoas que a gente sabe que vão fazer parte da nossa vida para sempre, independente de tempo e distância??? Sabe uma amiga que sabe te maquiar ( e foi embora sem ensinar direito)?

Pois é, amiga. Só o Oceano Atlântico entre nós... Hoje está fazendo um dia joinha aqui em Londres e tu por aqui seria um dia perfeito! Volta para casa, vai...




sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Um pouco da semana

Essa semana foi bem cheia. Cheia de trabalho! Sim, a fofa aqui tem dois trabalhos, um na escola com os pequenos (e os pentelhos dos pais deles porque quando eles vem para a escola estragados, pode contar que foram os pais!) e outro trabalho numa empresa de asfaltamento com gente grande que se comporta, às vezes, pior do que os pentelhos que chegam na escola (pensou que os buracos e vandalismos nas ruas fossem tapados pela fada das estradas? Não, existem empresas que são contratadas para esse fim. E como tem buraco para tapar nessa cidade! Não, pode parar de pensar besteira porque eu não tapo buracos em ruas. Nem os dos outros, não).


Bom, a fofa aqui parece ter problemas com rotina, então, com 2 trabalhos intercalados na semana fica mais difícil enjoar. E tem mais: eu posso organizar a minha semana do jeitinho que eu quiser. É uma longa história e não vou entrar nos detalhes aqui. O importante é que, digamos, no momento é cômodo para mim.


Só que às vezes, como nesta semana e provavelmente nas próximas duas, ambos os lugares precisam de mim todos os dias. Só que não sou duas, então eles tem que se contentar em me dividir. Ha, ha, ha! Sim, comigo é sempre assim, ou é um marasmo ou uma superabundância. Como dizem os ingleses "When it rains, it pours" (quando chove, cai um dilúvio - não sei de onde tiraram isso porque aqui só chove aquela garoinha de molhar bobo, raramente chove de verdade, daquelas chuvas de enxarcar o vivente. Vai entender).


Então queridos, essa semana foi a maior correria e por isso não deu para aparecer muito por aqui. Ah! Fora o fato de que na terça-feira, minha amigona Rachel (sim, tenho uma amiga daquelas do peito, daquelas de verdade aqui pertinho!!!) esteve aqui em casa à tardinha e colocamos mil e um assuntos em dia, regados a quase 3 garrafas de vinho! Lá pelas tantas saiu muita bobagem mas que só serviu para no dia seguinte: 1- ficar vermelha (falamos disso mesmo???) e 2- cair na gargalhada!

No dia seguinte foi noite do clube de corrida. Ninguém percebeu que eu estava em estado de recuperação. Depois da corrida, banho e socialização no pub. Resultado: sono atrasado, aspirina e muito café para me manter acordada durante o dia.

Hoje, finalmente sexta-feira e cá estou eu preparando uma feijoada porque para amanhã meus amigos gringos do clube de corrida solicitaram uma refeição brasileira para após nossa primeira corrida "Grand-Prix" do ano. E eu vou deixar escapar uma oportunidade para me exibir??? (As dicas me foram passadas por uma cozinheira de mão cheia, minha amigona amada Mariana, do Nossa Senhora do Ó). Conto como foi depois, aguardem.


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Essa aqui é para a Dinda. Vai ficar toda orgulhosa.


No fim-de-semana passado, o Rafinha foi na festa de aniversário de um amiguinho. A festa terminava no MacDonald's, onde as crianças fariam um lanche. MacDonald's!!! Tem lugar mais maravilhoso para uma criança ir lanchar? Todos estariam felizes se entupindo de MacBurgers e milk-shakes, não é?!


Errado. O Rafa não gosta de nada do MacDonald's. Nem da batata-frita. Aí, já tá pensando que sou eu quem influencia? Tá achando que o guri é um desses super saudáveis que só come produtos orgânicos?


Errou novamente!


Detesta MacDonald's, frutas e verduras. O negócio dele é água, massa (al dente pelamordedeus, se não também não serve) com molho pesto ou de tomate, arroz com feijão, carne (diz que é brasileira pelamordedeus se não também não serve), pizza margarita, peito de frango e acho que é isso. Um pesadelozinho. Por ele, vivia de chocolate, iogurte e leite. Aaaaaargh! Como mãe sofre!


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A minha mãe amada e linda enviou-me uma foto com os netinhos. É antiguinha (tem uns dois ou três anos), mas aqui vai, tá muita fofa.