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domingo, 16 de maio de 2010

Voltei

Esse fim de semana foi joinha. Na sexta-feira levei o Rafa para o tênis de bike. Estava um dia lindo e agora com o verão cada vez mais próximo os dias estão compridos e a temperatura bem mais agradável.




Sábado também foi um dia bom e sem chuva. O Rafa voltou do jogo de futebol na maior alegria e todo orgulhoso porque marcou um gol de escanteio muito bonito: a bola fez uma curva e caiu dentro da goleira. Foi um golaço, sim! Outra coisa legal para o Rafa é que ele foi o único que não foi substituído durante as partidas. Mais para o final, um coleguinha perguntou para o treinador como era que só o Rafa não tinha sido substituído e a resposta do treinador: "É que eu quero ganhar a partida!"

Domingo também foi bacana e aproveitei o dia para arrumar o jardim que estava um caos. Apesar de não ser bem visível nas fotos, acreditem, estava uma desgraça. E apesar de não parecer, agora ficou outra coisa, dá até gosto aproveitar meu patiozinho 2X2. Agora preciso arrumar umas flores para dar um colorido. Também não vejo a hora de organizar um churrasquinho.



Na tardinha resolvi dar uma pedalada séria. Ainda não voltei a correr porque apesar da minha inflamação da bursa do lado esquerdo do quadril estar bem melhor, ainda não estou 100% recuperada. Não vejo a hora de poder voltar a correr, treinar e participar de corridas. *Suspiros*.

Mas enfim, fui de bike até Greenwich.






O tempo já tinha enfeiado e até chuva eu peguei. Entrei num pub ao redor do mercado de Greenwich e li um pouco do livro que carreguei comigo. Olhando pela vidraça do pub vi uma miragem: pessoas passando comendo churros! Saí a procura do lugar onde estavam vendendo churros e que devia ser pertinho porque um churros nunca duraria mais do que cinco minutos na mão de alguém. Pois não é que achei uma barraca brasileira de churros com mu-mu ou com chocolate bem ali no mercado de Greenwich??? Com as maquininhas especiais e tudo. E lá de Porto Alegre, tchê!



Tive que comer, uma delícia! A última vez que comi, e inclusive vi um churros, foi na minha época de Rosário, há mais de 20 anos (para quem não sabe, Rosário é um colégio em Porto Alegre onde estudei). Tinha sempre uma carrocinha de churros na frente do colégio e segundo os boatos da época, o tiozinho do churros era formado em engenharia mas não era fácil arrumar trabalho. Será?

Depois do churros tive que voltar e caiu a maior chuvarada no caminho. Cheguei em casa feito um pinto molhado. Mas valeu a pena, um belo passeio e quase um workout, apesar do churros. He he.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Nuvenzinha negra e sorte (ou como é bom banho de loja).


Um fim de semana cinzento, só para combinar com o meu humor e com a nuvenzinha negra que há mais de uma semana resolveu firmar moradia bem no topo da minha cabeça. Tudo parece estar dando errado, a luz no fim do túnel fica virada num vagalume no leito de morte, espelhos se tornam inimigos, perguntas existenciais importunas do tipo "quem sou eu?", "para que se vive?", "para onde vamos?", etc, se anexam à minha pessoa feito balões em história em quadrinhos. Tudo é uma porcaria e eu sou sou a porcaria mor. Só que nunca fui de me entregar, muito pelo contrário: se é para ir ainda mais fundo pode jogar a pá porque se precisar eu cavo até chegar lá do outro lado.

Por sorte, até agora não me jogaram nenhuma pá na cabeça e, cansada desse poço fundo, escuro e chato pra caráleo, resolvi fazer terapia emergencial, aquela que toda mulher conhece muito bem - fui pra rua. Ou melhor, para as lojas. E com o cartão de crédito do marido (Errrrr... na verdade não foi com o cartão do marido, mas poderia muito bem ter sido. Mas é que eu tenho certos princípios e desconfio que é por isso que acabo no fundo do poço).

Bom, passei o domingão todinho na Oxford Street entrando em tudo que é loja, experimentando roupas, sapatos e acessórios, completamente absorvida com tanta variedade e boniteza. Comprei uns vestidinhos lindinhos, um par de botas de dar inveja, um casaco comprido para o inverno que é tão colorido e maravilhoso que eu, uma pessoa feita para o verão, até não me importo que o inverno chegue de uma vez.

Feliz da vida com as minhas aquisições e carregando sacolas demais, voltei para casa com um baita sorriso estampado no rosto e uma nota mental - da próxima vez é melhor trazer um ser mudo, conivente e musculoso para carregar as compras.

Impressionante o que um banho de loja pode fazer com uma mulher! A nuvenzinha continua no mesmo endereço mas pelo menos o vagalume não está mais no leito de morte. Vai saber como essas coisas de humor funcionam... putz! Que merda que eu estou falando??? É tudo muito simples: o comportamento humano é o reflexo das conexões, interações neuronais e reações químicas cerebrais. Mas deixa pra lá porque não tem nada melhor do que um shoppingzinho inofensivo.

Meu ponto: uma pequena dose de me sentir bem comigo mesma pode ser exatamente o necessário para sair do fundo do poço e re tomar posse dos instrumentos que alguns chamam de sorte. Porque sorte nada mais é do que o otimismo e a habilidade de fazer uma leitura acurada do mundinho ao redor de si (para os interessados em ditas pesquisas científicas e dominadores da língua inglesa, aqui vai um link no assunto http://www.telegraph.co.uk/technology/3304496/Be-lucky---its-an-easy-skill-to-learn.html).

E para provar que banho de loja, ou dia de spa, ou uma bela pegada são receitas infalíveis para levantar a auto estima feminina, tem eu que sou prova mais que concreta porque hoje passei no teste prático para obter minha carteira de motorista britânica! Ah tá!!! Estou até vendo uma coleção de ignoramus sapiens porras nenhumis achando que passar num teste de direção é a coisa mais fácil do mundo, principalmente para quem dirige há mais de... hmmmm se eu disser a verdade vou acabar confessando a minha idade porque tirei a carteira aos 18 anos.... então digamos que tirei a carteira de motorista há mais de 10 anos atrás. Só que aqui nesta %$#*@ de lugar, as regras são totalmente outras e é o maior pesadelo esse teste de direção, principalmente para quem já dirige. Conheço um tantão de gente que é muito melhor do que eu na direção e levou o maior sufoco para passar no teste, tendo que repeti-lo várias vezes.

O foco do teste na Inglaterra é diferente de qualquer outro lugar que eu já ouvi falar. É que enquanto o teste de direção na maioria dos outros países do mundo é mais para ver se a criatura sabe dirigir e tem controle do veículo, aqui eles querem é que a pessoa dirija totalmente concentrada nos outros e na prevenção de asneiras motorísticas. Por exemplo, tem pedestre pronto para atravessar a faixa de segurança? Se não parar para o infeliz atravessar nem continua o teste porque já tá reprovado. Tem um doidinho enchendo e tu tá louco pra enfiar a mão na buzina e dar uma porrada no infeliz? Jamais te darão o raio da carteira se não mantiveres a calma e permitires que o palhaço faça a merda que quiser. Você não usa o freio de mão se parado no semáforo ou simplesmente se parado numa esquina aguardando uma chance de atravessar um cruzamento? Esquece porque não te darão a carteira.

Tem mais um monte de bobeirinha, mas não vou me estender porque o mais importante de tudo é que eu PASSEI DE PRIMEIRA! SOU PHODONA!!!

E viva os banhos de loja. Hooray!

domingo, 19 de julho de 2009

Festinha Anos 80


Fui numa festa de aniversário com o tema anos 80. Quando recebi o convite há alguns meses atrás, confesso que fiquei um pouco horrorizada, afinal, ter que ir fantasiada de anos 80 é o fim, pensei. Tá, a música era legal mas a moda da época... de chorar. Aquelas ombreiras gigantescas, um monte de maquiagem colorida na cara e o cabelão espanador. Que dor.

Mas com a festa se aproximando começou aquele alvoroço para encontrar alguma coisa anos 80. Eu queria ir como o Jason ou o Freddy Krueger só que como a mulherada só falava no lado fashion dos anos 80, eu acabei desistindo dos monstrinhos serial killers. Depois de dar uma pesquisadinha básica no meu oráculo google, fui para as lojas ver o que poderia encontrar. Fiquei chocada com a quantidade de roupas e acessórios anos 80 que encontrei. Quase tudo é anos 80 hoje em dia. As ombreiras, ainda bem, ainda não. Mas aquelas coresinhas amarelo limão, rosa "choque", verde limão... estão todas lá nas vitrines. As "polainas", as sainhas balonês... bah! Eu não gosto, não. Mas fantasia é fantasia. Cheguei a arrecadar algumas dessas peças circenses, guardei o recibo, mantive as etiquetas e qualquer coisa seria só devolver esse lixo todo. Engraçado é que é como quando se está grávida e, de repente, aparece uma montoeira de mulher grávida barrigudíssima na rua, coisa que passava desapercebida antes. Então comecei a notar que a quantidade de mulheres e principalmente adolescentes vestidas com as tais famigeradas cores acima citadas era absurda. Bah!

A festa se aproximando e eu nada feliz com o meu outfit. O Michael Jackson morre e lá se vai a minha idéia de ir a lá Thriller. Já pensou quantos iriam aparecer assim??? E se você decidir consultar o google quanto a moda anos 80, o que mais dá é a Madonna. Putz. Daí que consultando assim e assim, me deparei com a Siouxsie Sioux. E uma coisa puxa a outra e pronto, fiquei na pilha de ir tipo dark/goth anos 80. Entrei numa loja super High Street e achei o vestidinho perfeito. Calças ciclista de renda, cruz no pescoço... só faltou a bobona da Rachel que me abandonou estar aqui para dar uma mão na makeup porque continuo uma negação nesse departamento. Ela teria arrasado. Não só na minha makeup como também no modelito dela. A festa era bem para ela ter ido. É uma pirralha, era um nenê durante os anos 80 mas ela teria tirado de letra.

Enfim, chegou o dia da festa e eu consegui me fantasiar de Madonna from Hell. Pronto, agora já tenho roupa para o próximo Halloween, hooray.

A festa estava ótima! Todos os convidados se esforçaram, tinha os Blue Brothers, rock stars, Ghostbusters, a Madonna Like a Virgin grávida de 9 meses (!!!), Adam Ant, Crocodile Dundee, Boy George, uma criatura vestida de celular gigantesco (lembra como eram uns tijolos???), o Mark Knopfler, umas coisas que eu não identifiquei, muita gente simplesmente fashion anos 80 e o DJ foi ótimo. Pena que durou pouco, eu jurando que iria virar a noite dançando e não eram nem 2 da manhã quando terminou tudo. Eu quero mais festa assim mas que vire a noite!!!


Os anfitriões: Lobisomen Adolescente e Madonna Like a Virgin


Os Blue Brothers com as minas.


Smurfete e aquela do Scooby-Doo (Daphne???)


Crocodile Dundee e Boy George na esquerda.




Pô! E não tinha um Michael Jackson!!! E eu deveria ter seguido meus instintos e ido de Freddy Krueger sim!!!


segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cachorrinhos, cadelinhas e cavalinhos.





Um lindo domingo de sol e eu, cansada de estar enfurnada em casa lendo dormindo e comendo, resolvi levar meu filho e a cadelinha para passear no parque. Fomos de bicicleta, uma meia- horinha pedalando devargazinho (a Daisy é baixinha, tem as perninhas curtas - putz! E não é que dizem que o cachorro é sempre a cara do dono??? - imagina a cadelinha ter que correr atrás das bicicletas, não dá!).


Logo na entrada do parque tem uma colina seriamente íngreme. Claro que o Rafa enlouqueceu, empurrou a bicicleta até o topo e desceu com tudo. Eu, como boa mãe que sou, fechei os olhos apavorada enquanto rezava para o anjo da guarda das crianças. Mas ele desceu direitinho, quer dizer, desceu à milhão mas quase na base, ao invés de se espatifar contra uma árvore, ainda deu uma derrapada calculada e freiou perfeitamente. Repetiu a façanha mais umas cinco vezes. Lá pelas tantas cansou e veio sentar-se ao meu lado. Mas não descansou nem dois minutos e logo pegou a bolinha de tênis e saiu a correr com a Daisy. Atirava a bolinha e competia com a cachorra para pegá-la primeiro.


Nesse meio tempo surgiu um cãozinho número perfeito da Daisy com seu dono. Baixinho, simpático e cheio de energia. Foi amor a primeira vista. Uma galinhagem só. O Rafa continuou brincando com os dois mas logo em seguida eles não estavam mais interessados em bolinha de tênis. O Alfie estava era fazendo o possível para se dar bem. O dono, todo envergonhado me pedia desculpas pelo comportamento do cãozinho. Expliquei que não tinha problema, Daisy era "vacinada". E o Rafa todo contente grita de longe:


-Mãe, olha só que legal! Elas estão brincando de cavalinho!

Não me contive e em meio à risadas concordei com ele, sim, sim, cavalinho...

Também tive que corrigir o Rafa que insistia que Alfie era uma cadelinha. Aquele não era uma cachorra, era um cãozinho, expliquei.

- O quê? Não, é uma cachorra! Insistia ele.

O dono prontamente confirmou que era um cachorro.

-Mas e cadê o pinto dele, então? Pergunta o Rafa.

O que eu podia dizer?

-Ele é peludinho, deve estar escondido.


Sabe o que ele fez? Foi lá fazer carinho na barriga do Alfie para conferir. E lá está o Alfie, deitadinho de barriga para cima, curtindo um cafuné e com o dono ao lado provando a masculinidade do seu meu melhor amigo:

-Viu? É macho!

-Mas esse é o menor pinto que eu já vi num cachorro! Revida a criança.


Não sei se foi coincidência mas logo em seguida Alfie e seu dono resolveram seguir sua caminhada.


segunda-feira, 9 de março de 2009

Programa de índio

No sábado eu quis passar a tarde no shopping, queria aproveitar que era sábado e comprar umas lembrancinhas para levar para o Brasil. Só que o marido resolveu que queria ir junto... eu achei a idéia péssima, mas ele tanto que insistiu e prometeu que não iria abrir a boca para reclamar ou me apressar que eu acabei me iludindo com a crença de que levar homem em shopping para fazer compras pudesse ser possível. Então, depois do campeonato de tênis do super Rafa (jogou contra 3 adversários, ganhou de dois) fomos para o inferninho. Sim, porque eu não gosto tanto assim de shopping não. Fazer compras cansa. Principalmente quando não sei bem o que preciso ou devo comprar e, pior ainda, num sábado que é quando todo mundo resolve ir fazer a mesma coisa: perder tempo de loja em loja. Gente para tudo que é lado, filas no caixa, uma esculhambação, tudo um saco. Mil vezes sentar num pub...

Preciso dizer que o Rafa ODIOU o programa? Entre "Babbo, a mama não pode ver loja de sapatos que ela fica hipnotizada! Ajuda a fechar os olhos dela" e "Não mama, por favor! Não entra na loja porque tu nunca mais sai de lá de dentro!!!", consegui experimentar um par de sapatos, comprar um par de brincos e umas camisetas encomendadas.

O Max, como havia prometido, não abriu a boca para reclamar de nada, mas mesmo assim me deixou estressada. Em cada loja que eu entrava ele perguntava "O que procuras aqui?" E eu sei lá? Eu estava só olhando, vendo se havia algo de interessante... Entre uma loja e outra, mais uma pergunta sem sentido "Em que loja estamos indo? O que falta comprar?" Aaaaarrrgh!!!Estávamos no final da primeira volta pelo shopping e ele larga "Estamos quase terminando..." Como assim??? Aquela era só a primeira rodada e eu nem havia percorrido as lojas do lado de fora ainda!

Acabei desistindo, não estava dando muito certo. Sugeri que eles fossem para casa e me deixassem por lá mas ultimamente andam num grude, pior que chiclete. Mal consigo ir no banheiro sozinha! Resultado, não encontrei tudo o que eu queria e acabamos voltando para casa horas antes do previsto...
previsto por mim, é claro!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

"Dia de mulher" - carinho na alma

Sexta-feira fomos eu, a Rachel e o Max na "Tonic" com o pessoal do meu clube de corrida. Bem divertidinho e, muita música, pints, risadas e conversas inconsequentes depois, acabamos indo acalmar a larica num restaurante indiano. Eu não gosto de curry nem a pau mas seja lá o que comemos (com certeza não era curry) estava bom.


A Rachel dormiu aqui em casa e no dia seguinte (ontem), o Max levou o Rafa para o treino de futebol (coisa de homem) enquanto que eu e a Rachel passamos um "dia de mulher" no shopping. Tão bom! Em meio a montes de tititis e tagarelices, experimentamos roupas e sapatos e a amiga me ajudou a comprar maquiagens decentes. E, de lambuja, uma aulinha prática em como se maquiar. É que é o seguinte, eu, uma mulher desse tamanho (= não sou nenhuma menininha) não sabe usar uma simples sombra no olho! Pronto, confessei.


Também comprei umas galochas de borracha para levar a Daisy para passear no parque. Há horas que eu queria umas dessas verdes de jardineiro mesmo, porque sempre tinha que contornar ou dar meia volta quando me deparava com as trilhas enlamaçadas do parque - aqui sempre chove, lembra? - e acabava voltando para casa com os sapatos imundos e agora tô safa, posso encarar a lama ha ha ha!!! Claro que acabei encontrando umas botas de borracha pretas com fivelas e tudo o mais que parecem mais coturnos do que botas de açougueiro mas só porque vou poder enfiar o pé no lodo não quer dizer que eu não possa fazê-lo com um pouco de classe...


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Eu sou uma exibida (mas é que estou tão contente), então lá vou eu novamente... Seguinte, estou com as passagens nas mãos para ir para o Brasil!!! Yeah, baby!!! Eu e o Rafa vamos no final de março, o Max acha que vai para a Páscoa. Ele andou vendo preços para um bilhete na classe executiva alegando que as costas não vão sobreviver nas poltroninhas da classe econômica. Aff! Eu iria para o Brasil até a nado, mas cadum, cadum.